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Renner detecta peças que foram para provador e não compradas

 A tecnologia  de radiofrequência começou a ser instalada em 2019 e, no fim de 2021, atingiu 100% dos itens em lojas da varejista

Por Talita Nascimento

A Renner agora tem todos os produtos da rede rastreados por radiofrequência. A tecnologia começou a ser instalada em 2019 e, no fim de 2021, atingiu 100% dos itens em lojas da varejista. O diretor de Riscos da Lojas Renner, Alexandre Ribeiro, conta que a companhia mediu a ruptura de estoques – que corresponde ao número de produtos indisponíveis em determinado momento – antes de implementar a tecnologia e depois. Com o sistema de radiofrequência funcionando, esse índice caiu 87%.

Além disso, a tecnologia melhorou a qualidade dos dados da empresa. Muitas vezes, as peças registradas no sistema não correspondem à fotografia do estoque naquele momento. A radiofrequência fez com que a acuracidade dos dados de estoque melhorasse 64% na rede. Tornou-se possível, ainda, saber o caminho que cada peça percorre na loja. Agora, a companhia consegue saber quais peças as clientes levaram para o provador e desistiram de comprar.

Ribeiro explica que, cada dia mais, o varejo tem sido guiado pelo uso de dados para fazer coleções mais assertivas: produzidas nas quantidades e características certas para serem vendidas sem precisar entrar em liquidação. Nesse sentido, o maior controle das peças não ajuda apenas na logística de reposição de estoques, mas também na criação de novas linhas de produtos.

Outro ponto é que ter uma visão mais clara dos estoques de todas as lojas ajuda nas vendas online. “Isso garante velocidade muito maior nos processos e contribui para impulsionar nossa estratégia ‘omnicanal’ (multicanal), que contempla justamente a integração dos canais físicos e online. Hoje sabemos exatamente qual o estoque de cada unidade para que o nosso cliente, independente do canal, seja físico ou digital, saiba onde está aquele produto”, diz Ribeiro. Assim, o cliente pode escolher esperar pela entrega do item em casa ou ir à loja mais próxima que tenha disponibilidade de estoque.

A Renner não abre qual o montante em dinheiro foi investido para a implementação do novo sistema, mas Ribeiro conta que um dos pontos que viabilizou a ideia financeiramente foi o fato de que agora basta uma etiqueta para que seja feita a gestão de estoques e a prevenção de furtos nas lojas. A vantagem de não ter mais de investir em sistemas diferentes para cada função, tornou a implementação da nova tecnologia viável para o orçamento da companhia.

Os ganhos de eficiência verificados durante todas as fases do projeto garantiram à Renner o segundo lugar na categoria varejo na edição deste ano do RFID Journal Awards, principal premiação internacional de casos de aplicação de tecnologias de identificação por radiofrequência por empresas de todos os setores da economia mundial. A solução é desenvolvida desde 2018 em parceria com a Sensormatic, do grupo Johnson Controls.

Mais de 500 milhões de produtos vendidos pela Renner já receberam as etiquetas de RFID (identificação por radiofrequência, na sigla em inglês), e aproximadamente 4 milhões de leituras são realizadas diariamente. Ribeiro conta que, antes, verificações de inventários levavam tempo e eram feitas, em média, uma vez por ano. Hoje, é possível fazer o processo mensalmente e, a qualquer momento que o responsável por determinada loja quiser fazê-lo, o procedimento leva cerca de 20 minutos.

Fonte: Broadcast