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Pandemia provoca mudança estrutural no varejo

Na live de lançamento do Ranking 300 da SBVC, varejistas apontam tendências para o segundo semestre e 2021

O varejo brasileiro vem aproveitando este 2020 muito diferente do esperado para acelerar sua transformação, passando por mudanças estruturais que não têm mais volta. Na live de lançamento da edição 2020 do Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro, nesta terça-feira (01/09), executivos do setor analisaram os últimos meses e indicaram tendências que deverão se consolidar no pós Covid-19.

“O choque da pandemia testou, mais que nunca, a resiliência do varejista brasileiro e acelerou a transformação dos modelos de negócios, colocando à prova nossa capacidade de tomada de decisões”, afirma Paulo Ferezin, sócio-líder para o segmento de varejo da KPMG. “Em questão de semanas, o varejo passou por uma transformação sem precedentes. Estamos criando, hoje, o varejo do futuro”, acredita.

Esta crise é vista pelo setor como uma grande oportunidade de transformar os negócios para atender aos interesses dos clientes. “Estamos passando por uma mudança estrutural, com pessoas de todas as idades e condições sociais se digitalizando. Esse é um caminho que não tem volta”, afirma Carlos Donzelli, diretor executivo da holding Magazine Luiza. Para ele, muitos comportamentos adotados pelos clientes não serão abandonados depois da pandemia. “Quando as pessoas se acostumam com coisas boas, como uma entrega rápida ou a facilidade de comprar por um aplicativo, não voltam aos costumes antigos. É uma revolução constante e temos que ter uma cultura focada no cliente para entender todos esses movimentos”, explica.

Talvez o setor de supermercados seja aquele em que essa mudança de comportamento é mais visível. No final de 2019, a maioria dos 137 supermercados listados no Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro não tinha uma operação de e-commerce. “Isso vai mudar muito na lista do ano que vem, já que os supermercados mergulharam no e-commerce durante a crise, com as lojas fazendo o last mile”, comenta Paulo Pompilio, Diretor Corporativo do Grupo Pão de Açúcar.

O próprio GPA, um varejista já com tradição em e-commerce, passou por uma revolução durante a pandemia. No segundo trimestre, sua operação James Delivery teve um crescimento de mais de 1000% nas vendas, enquanto o e-commerce avançou três dígitos e 15% das vendas da bandeira Pão de Açúcar vieram de vendas online. “A compra online de supermercados é um processo complexo, mas é uma demanda forte dos consumidores. Todo o varejo precisa se adaptar, pois é o que o cliente busca”, afirma.

 

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Fonte: Redação SBVC