Twitter Facebook Linkedin
Home » Notícias » Consumo brasileiro sofre queda de 2,33% em agosto

Consumo brasileiro sofre queda de 2,33% em agosto

Dados da Abras mostram que, mesmo com o resultado, acumulado do ano está positivo em 3,15%

De acordo com os dados da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), divulgados nesta quinta-feira (14), o consumo nos lares brasileiros sofreu um recuo de 2,33% na comparação entre os meses de julho e agosto. Apesar de ser a quinta queda mensal registrada  este ano, no acumulado de 2021 o saldo tem sido positivo, com 3,15%.

Segundo a associação, o resultado obtido recentemente reflete fatores externos e internos, como por exemplo, a alta da inflação – que até agosto acumulou 5,67% – e o desemprego. “Câmbio, geadas e a população com bolso mais restrito tiveram influência no resultado de agosto. Apesar dessa desaceleração, estamos confiantes e manteremos nossa projeção inicial de crescimento de 4,5% para 2021”, explica Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, ao destacar a expectativa positiva para a Black Friday e o Natal.  

Cesta Abrasmercado

O gasto com os produtos da cesta Abrasmercado, que abrange 35 produtos de grande consumo nos supermercados, manteve a tendência de alta em agosto, fechando o mês com R$ 675,73, representando um aumento de 1,07% em relação a julho. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 22,23%.

A batata, o café torrado e moído e o frango congelado registraram as maiores altas, subindo 20,9%, 10,7%, 7,1%, respectivamente. O sabonete e o ovo também entraram na lista com aumento de 4,3% e 3,7%. Já entre as maiores quedas estão os produtos como: cebola (-4,9%), refrigerante pet (-2,8%), tomate (-2,3%), farinha de mandioca (-1,7%) e feijão (-1,5%). 

Entre as regiões do Brasil, João Pessoa foi a cidade com maior variação entre o mês de agosto de 2020 e o mesmo período deste ano, com alta de 32,47%. Ou seja, o valor da cesta na capital paraibana foi de R$ 624,45 contra R$ 471,37 em 2020. Com avanço de 18,12%, Cuiabá, no Mato Grosso, aparece com o menor índice entre as capitais brasileiras, com custo de R$ 535,93 ante R$ 453,70 em agosto passado.

“Estamos acompanhando com atenção a questão dos preços e a variedade de marcas no mercado que cabem em todos os bolsos. É necessário o consumidor pesquisar neste momento”, completa Milan.

Fonte: SuperVarejo