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A conectividade que transforma o mundo

Economia de bilhões de reais, setores fundamentais ampliando suas ofertas de produtos e serviços, além de maior eficiência em operações de toda sorte. O cenário que acaba de ser descrito poderia muito bem figurar em um editorial em tempos de um círculo virtuoso e de bonança econômica, mas ele ocorre mesmo em tempo de crise graças à conectividade. Segundo a consultoria McKinsey, o faturamento do e-commerce brasileiro cresceu 62% após o início da pandemia. A explicação está nos 46% dos brasileiros que aumentaram o consumo online, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). Por sua vez, um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) revela que atualmente são realizadas mais de 31 bilhões de transações via mobile banking por ano. Não se pretende com essas constatações ser leviano e não compreender a magnitude da crise que ainda permanece e abala famílias, sistemas de saúde e mercados em todos os cantos do planeta. Diz respeito a um olhar sobre o que a conectividade está sendo capaz de realizar – e auxiliar de forma grandiosa – no dia a dia de pessoas e empresas. Para citar outro exemplo, o Governo Federal estimou uma economia de R$ 3 bilhões somente em 2020 ao colocar seus funcionários em trabalho remoto. E não é difícil espelhar, apesar de não haver números oficiais, esse mesmo benefício se estendendo também para a iniciativa privada. O estudo Tendências de Marketing e Tecnologia 2020 da FGV mostra que 30% das empresas brasileiras devem manter o home office em sua jornada de trabalho após a pandemia. Nesse mesmo sentido, uma pesquisa da Robert Half revela que 86% dos profissionais querem trabalhar de casa mais vezes após o fim da quarentena. Setores produtivos inteiros estão aprimorando suas operações e se preparando melhor para a economia digital. E quem colhe os frutos são as pessoas, caracterizadas por médicos e pacientes, professores e alunos, consumidores e empresas. Todos saem ganhando com o aumento da eficiência e praticidade oriundas da tecnologia. Seria possível também citar dados de economia e evolução na telemedicina, sobretudo com a chegada do 5G ao Brasil, e os benefícios que o EaD pode trazer para facilitar a disseminação do ensino a milhões de estudantes. Todos esses exemplos não são meras conjunturas passageiras, pois muitos hábitos irão permanecer e existe a convicção de que diversas outras tendências irão se tornar realidade em um curto prazo. Não à toa, a Bloomreach estima que os maiores investimentos para os próximos meses serão em tecnologia, bem como em ferramentas de comércio (67%) e serviços para implementação de inovações (63%). De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 70% dos brasileiros pretendem continuar gastando mais em lojas online do que faziam antes. A quantidade de dispositivos conectados, por sua vez, terá quintuplicado até 2025 a partir de uma base de 2018, chegando ao tráfego de 79.4 zettabytes, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC). O volume de tráfego de dados no Brasil cresceu, em média, 40% em 2020, segundo a Conexis Brasil Digital, entidade que representa as operadoras de telecom. De forma a atender a crescente demanda por conectividade, as empresas do setor dedicaram uma resposta robusta e investiram no Brasil mais de R$ 31 bilhões nesse período. Uma expansão ainda maior depende de alguns avanços necessários, como a reforma tributária. Nesse sentido, os tributos no Brasil estão entre os mais caros do mundo, ultrapassando 42% sobre os serviços. Só no ano passado, os usuários de serviços de telecomunicações recolheram R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Voltando à ideia inicial deste artigo, há um indiscutível legado positivo da crise. O mundo vai sair da pandemia mais digital, e não se trata de ser otimista, mas sim de avanços reais sem precedentes na história. Empresas e pessoas estão inseridas em um contexto mais eficiente e produtivo. Resta ainda o conforto de saber que a conectividade seguirá sendo uma forte aliada para que os dias sejam cada vez melhores e mais produtivos. *** Marcos Ferrari, colunista do TecMundo, é presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, nova marca do SindiTelebrasil. É doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi diretor de Infraestrutura e Governo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento de 2016 a 2018 e secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, bem como exerceu o papel de presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo.

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