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Carrefour segura expansão do formato Express e dá foco ao Atacadão

O grupo Carrefour disse nesta terça-feira (15), em teleconferência com analistas sobre os resultados do 1º trimestre, que manteve a liderança do mercado de varejo e atacado alimentar no país, ao se considerar as vendas alimentares e de seus postos de gasolina.

No fim de abril, a direção do Grupo Pão de Açúcar comemorou em teleconferência de resultados o retorno à primeira colocação do setor no primeiro trimestre.

Segundo Sébastien Durchon, diretor financeiro do Carrefour, a companhia atingiu vendas brutas de pouco mais de R$ 13 bilhões de janeiro a março, “o que mantém a empresa na liderança do setor”, afirmou.

 Ao Valor, Durchon disse que o empate nas vendas brutas de R$ 12,3 bilhões, entre GPA e Carrefour de janeiro a março, leva em consideração a venda de postos de combustível no concorrente, e não no Carrefour.

“Se considerarmos postos para as duas empresas, o valor do Carrefour é maior [que o do GPA], e atinge R$ 13 bilhões”, disse.

O executivo mencionou que a dívida do grupo no país é 100% local, e isso “retira” o risco cambial.

Atacarejo

Sobre aberturas de unidade, a empresa desacelerou o ritmo de inaugurações do formato de loja de vizinhança do “Carrefour Express” e decidiu focar na operação do Atacadão.

O negócio de “atacarejo” que tem trazido expansão mais forte nas vendas dos grupos, apesar do efeito do atacarejo sobre margens das companhias do setor.

O Atacadão deve abrir 10 lojas no 1º semestre — foram quatro de janeiro a março e serão mais seis até fim de junho. O número é ligeiramente menor que as 12 aberturas de 2017.

A varejista informou que o Atacadão registrou expansão de 15,9% no lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação de janeiro a março (Ebitda, da sigla em inglês), com margem Ebitda de 6,1%, alta de 0,56 ponto, impulsionado pela alta na margem bruta.

Já a operação de varejo apurou alta de 7% no Ebitda ajustado, com margem Ebitda estável em 4,3%.

Segundo a rede francesa, os ganhos com controle mais rígido de despesas compensaram os efeitos negativos da deflação e da menor margem bruta e “efeitos do mix”, diz. A rentabilidade do setor tem sido afetada pelas vendas maiores em sites, por exemplo, além da margem menor no atacado.

A empresa reportou alta de 73,9% no lucro do primeiro trimestre, para R$ 280 milhões. A receita líquida subiu 5,6%, para R$ 12,5 bilhões.

Ajustes

O comando do Carrefour informou ter feito “ajustes” na sua operação de varejo, com redução de 2,5 mil pessoas nos últimos 12 meses, até o mês março de 2018.

“Quando verificamos o avanço da deflação, decidimos tomar medidas para tornar a operação mais eficiente no braço de varejo, com efeito positivos sobre nossas despesas com vendas, gerais e administrativas”, disse Durchon.

Em março, a empresa registrava pouco mais de 80 mil empregados, segundo relatório de resultados.

A respeito dos efeitos da deflação nos números, algo que têm impactado os resultados das varejistas alimentares desde o ano passado, Durchon disse que tem sido verificado uma desaceleração na deflação neste ano. Em entrevista ao Valor, afirmou que não acredita numa “virada” de deflação para inflação antes do segundo semestre do ano.

A empresa reportou alta de 73,9% no lucro do primeiro trimestre, para R$ 280 milhões. A receita líquida subiu 5,6%, para R$ 12,5 bilhões. A ação da empresa caía 2,77%, para R$ 15,80 às 12h18.

Fonte: Valor Econômico

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