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Via Varejo abre caminho para unificar operações

Após reverter um prejuízo de R$ 85 milhões do segundo trimestre de 2017 para um lucro líquido de R$ 20 milhões no mesmo período deste ano, a Via Varejo vislumbra maior alavancagem das vendas por meio do lançamento de novo aplicativo e um sistema de unificação operacional, batizado como Via+.

“Nesse segundo trimestre, demos um passo importante do nosso novo sistema de loja Via+, considerado como uma alavanca fundamental na integração entre o nosso modelo de remuneração, nosso catálogo online e ferramenta de CRM”, afirmou o diretor-presidente da Via Varejo, Flávio Dias.

De acordo com ele, a companhia já iniciou o processo de esgotamento de estoque do sistema antigo e, nas próximas semanas, as marcas controladas pela Via Varejo – como Ponto Frio e Casas Bahia – vão operar dentro de uma única plataforma. “Isso vai nos ajudar na eficiência dos processos e no avanço em direção à omnicanalidade”, argumentou o executivo.

Dias lembrou também que a possibilidade de “avançar com o crediário no catálogo do canal online” é um segundo ponto fundamental do novo sistema de integração. Com isso, a varejista tem a expectativa de “inserir” uma faixa da população no mercado virtual – por meio dos aplicativos e site da empresa. Ainda sobre o conceito de omnicanalidade, Dias afirmou que houve participação de 30,7% do modelo Retira Rápido – o qual o usuário compra o produto online e pode retirá-lo no ponto físico mais próximo – nas vendas totais da varejista. No mesmo período do ano passado, esse número girava em torno de 20%.

Os níveis de desempenho do negócio também foram beneficiados pela eficiência do novo formato denominado como “loja hub”. Esse novo modelo foi responsável pela redução em até 80% do tempo de entrega da mercadoria ao cliente e, consequentemente, também corroborou para reduzir os custos dos serviços de entrega.

Já no que diz respeito às operações físicas, houve a abertura de onze novas lojas no segundo trimestre de 2018 – sendo que dez estão no formato smart e uma como quiosque. “Em função do desempenho obtido com esse modelo de quiosque, iremos acelerar a operação desse negócio ainda este ano”, afirmou Dias.

Análise de dadosOutro aspecto destacado pelo executivo diz respeito à compilação de dados do perfil de compra dos consumidores. “Sugerimos produtos com a maior probabilidade de compra para cada cliente. Incluímos na nossa análise transações, produtos, preços e estoque processados nos últimos cinco anos”, afirmou ele, mencionando que o banco de dados irá ser atualizado por meio de 120 fontes externas e internas de informação.

Na mesma linha de raciocínio de Dias, o diretor-executivo de gestão de pessoas da varejista, Paulo Naliato, afirmou que os investimentos nas plataformas online também estão voltados para uma melhora na jornada do cliente – como por exemplo recomendações da compra de produtos baseada no histórico e frequência de compra do usuário. Segundo ele, a comunicação com o cliente se dará também por meio de geolocalização e fluxo dos consumidores dentro dos pontos físicos.

“Há também expectativas de ganhos nas lojas físicas, permitindo compreender os motivos de abandono de carrinhos. Pretendemos reduzir o tempo de conclusão das compras”, explicou Naliato.

EstoquesEm relação ao nível de estocagem de mercadorias no período e como esse fator auxiliou no desempenho do negócio, o diretor-executivo de finanças, Felipe Negrão, diz que houve três fatores principais para que o armazenamento estivesse alto. “O primeiro deles diz respeito a tendência que observamos de aumento do dólar; o segundo ponto tem a ver com a expectativa de redução de fornecedores para o segundo semestre; e o terceiro motivo é que as vendas no período foram menores”, diz.

Ele também diz que, em razão da Copa do Mundo, as compras de celulares caíram, mas que, para esse semestre, as estimativas de vendas nessa categoria melhoraram.

Fonte: DCI