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Varejistas aderem a movimento pela moda socialmente responsável

Setor quer impulsionar boas práticas trabalhistas e conscientizar consumidor

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Empresas do varejo e da indústria têxtil e de confecção levantam bandeira da moda socialmente responsável no país. Ao aderir ao movimento ModaComVerso nesta quinta-feira (16), o setor quer impulsionar boas práticas trabalhistas e conscientizar o consumidor sobre seu papel.

O ModaComVerso é um esforço do universo da moda brasileira, liderado pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), para dar visibilidade às ações empreendidas pelos varejistas signatários.

A entidade realiza, desde 2010, o monitoramento da cadeia de fornecimento, impulsionando o que chama de uma moda ética, humana e transparente. Nesse período, mais de 42 mil auditorias foram realizadas em 19 estados brasileiros.

“O movimento é uma iniciativa de responsabilidade social compartilhada”, diz Edmundo Lima, diretor executivo da Abvtex, principal interlocutora do varejo de vestuário, calçados, acessórios e artigos têxteis para o lar.

Empresas como Arezzo & CO, C&A, Calvin Klein, Carrefour, Dafiti Group, Extra, Loungerie, Marisa, Pernambucanas, Renner, Reserva, Restoque e Riachuelo aderiram ao ModaComVerso.

“Entendemos que a mão-de-obra da cadeia têxtil, formada principalmente por mulheres, precisa ter seus direitos resguardados”, afirma Marcelo Pimentel, CEO da Marisa.

“Como elo entre a indústria e o consumidor final, temos o compromisso de coconstruir cadeias de valor mais responsáveis com meio ambiente, pessoas e bem-estar animal”, diz Fabrícia Leitão, diretora comercial de bazar e têxtil do Extra.

“O movimento ModaComVerso é fundamental para evidenciar todo esse trabalho que é feito antes das peças chegarem em nossas lojas”, completa.

Para Fernando Sigal, cofundador e diretor de produtos da Reserva, o holofote colocado nos bastidores da indústria têxtil é significativo.

“Mapear, acompanhar e garantir práticas socioambientais responsáveis em todos os elos da cadeia de fornecimento é um princípio inegociável para se manter de pé como uma marca adequada ao nosso tempo”, afirma.

Fonte: Folha de S. Paulo