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Realidade Aumentada e Virtual: inovações necessárias no varejo de moda

Todos os setores da economia foram afetados pela pandemia que assola o mundo em 2020. Algumas consequências são percebidas facilmente, como o aumento da adesão ao e-commerce, que passou a ser um canal indispensável para que as varejistas sobrevivam à crise. Entre produtos percebidos como essenciais, houve inclusive um incremento nas vendas, devido ao uso desse meio. Contudo, outros segmentos, como o varejo de moda, enfrentam agora o desafio de inovar para garantir a adesão e a experiência do consumidor.

Especialmente no Brasil, nunca foi simples – nem para o cliente, nem para a empresa – a experiência de compra de vestuário on-line. Agora, em isolamento social, o consumidor tem sentido menos necessidade desse tipo de produto, ainda mais considerando um contexto de crise econômica.

O contexto para esse segmento não está sendo simples e isso tende a perdurar, afinal, dificilmente voltará a ser comum utilizar provadores de roupas, ter contato direto e espontâneo com vendedores e produtos nos próximos meses e até mesmo anos. Por isso, a inovação é indispensável: o digital, mais do que nunca, precisa ser protagonista também no varejo de moda, como aponta Fernando Gambôa, sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG na América do Sul.

Novas realidades

Demetrio Teodorov, head de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia e Inovação da Riachuelo, confirma que o isolamento social impacta o que era considerado comum nas lojas físicas do varejo de moda e que, por isso, será preciso pensar em novas alternativas. Para isso, ele aponta para o uso da Realidade Aumentada (RA) e da Realidade Virtual (RV).

Ele explica que essas tecnologias farão parte do não só em iniciativas de incentivo de vendas, mas também como guias de uso a serem utilizados nas lojas. Como exemplo, ele cita a possibilidade de, ao apontar o celular para um produto, o consumidor receber informações sobre ele no celular, por meio de uma app da loja.

Inovação também no digital

“Essa inovação seria reflexo real da mudança de comportamento”, diz. Essa percepção confirma a visão de Gambôa, da KPMG: para ele, é justamente a atitude do consumidor que precisa pautar as atitudes das empresas desse segmento. Teodorov defende ainda que a experiência precisa ser ampliada também nos canais digitais. “Não existe mais transformação digital, agora precisamos falar em sustentação digital”, diz. “O e-commerce também tem que ter tecnologias de RA e RV para levar o produto do digital quase para o físico”.

Isso pode acontecer, por exemplo, na adoção de provadores on-line para itens de vestuário, maquiagens, entre outros. Naturalmente, essa inovação exigiria alguma adaptação do consumidor. A boa notícia é que o brasileiro é o que se chama de “early adopter”, ou seja, adota com rapidez e facilidade as novas tecnologias.

Fonte: Whow