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Novo pico de Covid-19 deve frear recuperação do varejo

A chegada do segundo pico de covid-19 no quarto trimestre deve interromper a recuperação de nomes do varejo que ficaram descontados, de acordo com o BTG Pactual. O banco destaca que os papéis das empresas de comércio eletrônico, apesar da desaceleração, devem reportar bons números no último período de 2020.

Os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi afirmam que o BTG Pactual termina o ano “com um otimismo cauteloso para o setor para 2021”, com alguma recuperação para nomes que sofreram com a pandemia no último ano, especialmente em segmentos discricionários como vestuário, calçados e restaurantes.

“Mas dezembro trouxe uma realidade diferente”, alertam. De acordo com o relatório, o iminente fim do auxílio emergencial e o segundo pico da covid-19 devem frear e até reverter a recuperação vista desde julho. É o caso de papéis como Lojas Marisa, cujas vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) devem recuar 5%, mas contam com a demanda reprimida em 2020 como impulsionador para este ano.

“O quarto trimestre deve ser melhor do que o terceiro, sustentado pelos dois primeiros meses do período, mas vai desapontar o mercado após ele precificar uma maior recuperação”, afirma.

Apesar da desaceleração registrada pelo e-commerce após o auge no segundo trimestre de 2020, o segmento deve permanecer com desempenho positivo no quarto trimestre. Os analistas destacam os benefícios da mudança digital acelerada durante a pandemia.

O BTG Pactual estima que o volume bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) da B2W tenha somado R$ 9,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o que representaria alta de 51% ante o quarto trimestre de 2019. Com isso, a companhia alcançaria o maior volume bruto de mercadoria no segmento.

Em seguida está o Magazine Luiza, com GVM estimado de R$ 9,3 bilhões no período, alta de 116% no comparativo anual. Já a Via Varejo deve ter GMV de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre segundo as estimativas do BTG, avanço de 104% em relação ao quarto trimestre de 2019. Após o forte crescimento, o BTG estima uma tendência de desaceleração do e-commerce em 2021.

Ainda de acordo com os analistas, também devem se destacar no quarto trimestre as estreantes Lojas Quero-Quero, com alta de 29% nas vendas nas mesmas lojas, seguidas pela Petz (+34%) e Track & Field (+22%). Também avança o indicador da farmacêutica Hypera (+24%).

Fonte: Valor Investe