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Pandemia obriga varejistas a se tornarem startups

Em apresentação na NRF 2021 – Chapter One, Alberto Serrentino aponta transformação radical do setor em meio à crise

 

Por Renato Muller

 

O ano de 2020 deixará grandes marcas no varejo brasileiro e mundial. Transformações que levariam anos ou décadas para acontecer foram aceleradas e o setor adotou uma disposição ao risco que o torna muito mais parecido com startups. “A disseminação de uma cultura digital first, com alta velocidade e processos de decisão descentralizados, são o grande legado da crise para as empresas do setor”, analisa Alberto Serrentino, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Durante sua apresentação na NRF 2021 – Chapter One, que acontece virtualmente até esta sexta-feira (22/01), Serrentino disse que as transformações de 2020 mudam tudo. “As mudanças que foram exigidas pela pandemia não têm volta. O varejo vai precisar atuar em um ambiente com mais risco, em que é preciso aprender mais rápido e entender que o erro é parte do processo”, afirma.

“Não sabíamos o que fazer no início, mas nós e os clientes percebemos que a loja física fechada não poderia mais ser uma limitação para o relacionamento”, afirma Rachel Maia, ex-CEO da Tiffany, Pandora e Lacoste no Brasil, e hoje consultora e conselheira de empresas de varejo. “Essa foi uma oportunidade para avançarmos em direções inesperadas”, afirma. Isso levou a Lacoste a aumentar suas vendas online em 200% durante a pandemia.

Para ela, alcançar esse tipo de resultado dependeu de flexibilidade para se reinventar e de muita disciplina para analisar as informações e encontrar caminhos. “Definimos novos objetivos a todo momento, conforme o comportamento do consumidor mudava. Precisamos ser muito criativos e, ao mesmo tempo, agir sempre pensando em preservar os valores da marca”, afirma.

Para Jorge Faiçal, presidente do Multivarejo – GPA, as mudanças ocorridas em 2020 foram apenas o começo. “O varejo de alimentos movimenta no Brasil o equivalente a US$ 200 bilhões por ano, mas o ecommerce não representa nem US$ 400 milhões. É um mercado que vai multiplicar por 10 nos próximos cinco anos. Teremos uma ‘corrida do ouro’ no varejo digital de alimentos”, diz. Para o executivo, as empresas vencedoras serão aquelas com os melhores ativos, preparadas para atender a logística de última milha e com uma experiência de uso mais preparada para oferecer soluções para os clientes. “O ecommerce de alimentos é a última fronteira e estamos preparados para essa corrida”, declara.

 

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