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Pagamentos digitais ganham popularidade nos shoppings e no varejo

Celular para trocar mensagens, fazer ligações, tirar fotos, enviar arquivos e… comprar e pagar! Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em julho de 2018, revela que o smartphone já é utilizado por 74% dos brasileiros em pelo menos uma das etapas no processo de consumo, como pesquisa (32%), comparação de preços (28%) e pagamento (14%).

A tendência é deixar de lado os cartões e o dinheiro vivo. Com a popularização dos pacotes de internet, maior alcance da banda larga, evolução dos meios de pagamento e advento das fintechs, este deve ser o futuro. O estudo “As tendências de meios de pagamento no Brasil em 2019”, desenvolvido pelo boostLAB, estima que, neste ano, US$ 1 trilhão será transacionado via pagamentos digitais. O valor investido por private deals em fintechs desse setor também impressiona: passou de R$ 203 milhões em 2016 para R$ 1,5 bilhão em 2018.

Em alta

Renato Citrini, gerente sênior de produtos da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil
(Foto: Gustavo Scatena)

O Samsung Pay chegou ao Brasil em julho de 2016 e, hoje, está disponível em 24 países. O serviço ultrapassou, recentemente, mais de 1,3 bilhão de transações no mundo. Parceiro de bancos e instituições financeiras que fornecem as máquinas de pagamento para os lojistas, oferece, ao mesmo tempo, Magnetic Secure Transmission Technologies (MST – Tecnologia de Transmissão Magnética Segura) e Near Field Communication (NFC – Comunicação por Campo de Proximidade).
“O Samsung Pay está cada vez mais presente no dia a dia do consumidor. O número de usuários da carteira digital cresceu 433,3% e o total de cartões registrados aumentou 313% em 2018, com relação ao ano anterior. As transações tiveram alta de 1.400%”, afirma Renato Citrini, gerente sênior de produtos da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

Potencial de crescimento

Rogério Signorini, diretor de e-commerce e canais digitais da Cielo

Há 20 anos, a Cielo vem acompanhando a evolução do varejo no país. Processando 6,9 bilhões de transações por ano capturadas, em mais de 1,2 milhão de pontos de venda ativos em 99% dos munícipios brasileiros.
“Mais do que uma empresa de pagamentos eletrônicos, estamos na intersecção de três setores: varejo, tecnologia e serviços. Somos máquina, internet, celular e o que mais vier”, revela Rogério Signorini, diretor de e-commerce e canais digitais da Cielo.
No ano passado, a empresa lançou duas novas soluções: o QR Code Pay, que é uma plataforma mais inclusiva, já que basta o celular ter uma câmera para estar apto a realizar o pagamento; e a LIO+, uma solução que une celular com maquininha, desenvolvida para deixar mais simples e digital a rotina dos micro e pequenos empreendedores.
“Hoje muitos dispositivos facilitam o comércio e servem como meio de pagamento eletrônico. No Brasil, são 220 milhões de unidades ativas de smartphones, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além disso, investimentos em infraestrutura, como hotspots de Wi-Fi, e o aumento da velocidade de conexão estimulam o uso dessas tecnologias tanto do lado do lojista quanto do consumidor”, explica Signorini.

Novo mundo a ser desbravado

Fabiano Camperlingo, CEO da SumUp no Brasil

Fintech alemã de pagamentos móveis fundada em 2012, a SumUp vem dobrando de tamanho a cada ano. Presente em mais de 30 países e com mais de 1 milhão de usuários ativos no mundo, aqui no Brasil o foco é microempreendedor.

“Ainda há muito espaço para crescimento nesse setor: somente 28% do consumo das famílias é feito com cartão. Quem está na cidade grande não consegue ver isso, mas o restante do Brasil ainda opera em dinheiro. Por isso, acreditamos que o setor de meios de pagamento é um mercado que cresce cada vez mais e que, com o tempo, o dinheiro vai deixar de circular”, relata Fabiano Camperlingo, CEO da SumUp no Brasil.

Maria Oldham, CEO da iZettle, fintech de pagamentos móveis sueca comprada pela PayPal no ano passado, também aposta na democratização de soluções em pagamentos no país. Além das máquinas de cartões, a empresa oferece gerenciamento de estoque por meio de aplicativo que pode ser baixado gratuitamente.

“Faz parte da estratégia da iZettle repetir no Brasil o mesmo percurso da Europa – que é líder e empresa referência em meios de pagamento para micro e pequenos empreendedores. Nestes 5 anos de atuação no mercado brasileiro, estamos crescendo nossa capilaridade e solidez”, relata a CEO.

Maria reforça também o papel das moedas digitais, que estão se consolidando como uma alternativa e diminuindo a circulação de dinheiro vivo. “O Brasil segue essa mesma tendência com o uso de novas tecnologias no cotidiano. O avanço da tecnologia e da internet permite que novos produtos e soluções acelerem a transformação dos meios de pagamento no país. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), em 2017, pela primeira vez o volume transacionado em cartões – R$ 1,34 trilhão – superou o volume sacado em caixas eletrônicos – R$ 1,31 trilhão. Nesse dado, já vemos o potencial dos pagamentos eletrônicos, pois além da segurança reduzindo a chance de roubos, ele também diminui a inadimplência”, resume a CEO da iZettle.

Maria Oldham, CEO da iZettle

Criptomoedas em caixa

O Multi Open Shopping, na capital catarinense, saiu na frente e se tornou o primeiro do Brasil a aceitar pagamentos em bitcoins. No cinema, na praça de alimentação e em praticamente todas as lojas, os clientes podem quitar seus débitos com criptomoedas. Todos os estabelecimentos aceitam BTC por meio de uma parceria com a Bancryp, criptobanco que mantém um escritório no shopping.

“O mercado de criptomoedas no Brasil vem crescendo com grandes projetos que estão preparando e criando este mercado. Com a Bancryp não é diferente, é um projeto ambicioso que pretende levar a tecnologia do Bitcoin para todos no dia a dia como o primeiro criptobanco brasileiro. Desenvolvemos um trabalho de educação com cada parceiro que tem seu estabelecimento no Multi Open Shopping, assim, aos poucos, os lojistas foram aceitando fazer parte da comunidade Bancryp, já sentindo os efeitos de ser pioneiro junto com a Bancryp e também poder levar esse diferencial competitivo para se destacar no mercado”, resumiu o CCO da empresa, Alessandro Gomes.

Alessandro Gomes, CCO da Bancryp

Fonte: Revista Shopping Center