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Bolsas dos EUA têm o melhor dia em 4 anos

Membro do Fed refuta alta de juros em setembro após abalo na China

No Brasil, ações dos bancos avançam até 6% após comissão aprovar aumento menor de tributo

DE SÃO PAULO

As Bolsas americanas tiveram o maior ganho em quatro anos com a expectativa de que o Federal Reserve [Fed, BC dos EUA) atrase a alta dos juros, prevista inicialmente para setembro, após a derrocada do mercado acionário chinês.

Segundo o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, as turbulências nos mercados internacionais elevaram os riscos para a economia americana e diminuíram a possibilidade de aumento dos juros em setembro. “[O aumento] parece menos convincente agora do que era há algumas semanas”, afirmou.

A Bolsa de Nova York teve alta de 3,95% no índice Dow Jones, enquanto o Standard & Poor’s 500 subiu 3,9%. A Bolsa Nasdaq, em que são negociadas as ações de tecnologia, subiu 4,24%.

Na China, a Bolsa reduziu o ritmo de queda dos dias anteriores após a ação do banco central de reduzir os juros. O principal índice da Bolsa de Xangai recuou 1,3%. Nesta quinta (27), abriu os negócios em alta de 2,8%.

No Brasil, a Bolsa de São Paulo teve alta de 3,35%, a maior desde 17 de dezembro.

Além da melhora nos mercados internacionais, a recuperação no Brasil foi atribuída à aprovação do aumento da CSLL dos bancos de 15% para 20% pela comissão mista do Congresso.

A decisão representa um alívio para os bancos, pois a relatora, senadora Gleisi Hoffmann (PT-RS), chegou a propor um aumento para 23%, mas depois recuou. A medida provisória segue ao plenário da Câmara e depois vai ao do Senado.

As ações preferenciais (sem voto) do Itaú Unibanco avançaram 6,04%, enquanto os papéis preferenciais do Bradesco subiram 4,92%. As ações do Banco do Brasil tiveram alta de 4,92%.

Apesar do alívio nos mercados nesta quarta, as perspectivas seguem incertas.

“No curtíssimo prazo, a a volatilidade vai continuar. Não há como ter reação num cenário tão incerto”, afirma James Gulbrandsen, sócio da gestora NCH Capital.

“Ainda há muita incerteza em relação ao impacto da desaceleração na China”, disse Fernando Bergallo, gerente de câmbio da TOV.

Folha de S. Paulo – SP