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Consumidor mais confiante ainda não influencia visão de empresários

21/10/2014 às 05h00

Por Ana Conceição | De São Paulo

Pesquisas de diferentes instituições, feitas sob metodologias diversas e divulgadas nas últimas semanas, mostraram que após um período de baixa a confiança dos consumidores aumentou em setembro. A alta ainda é considerada pontual, um ajuste após vários meses de queda. Esse aumento ainda não contaminou o outro lado do balcão, o dos empresários, cuja maioria dos indicadores de confiança segue negativa.

A primeira pesquisa, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ainda no fim de setembro, mostrou que o índice de confiança do consumidor aumentou 0,7% em setembro, após queda em agosto, com expectativas menos pessimistas para o futuro. Em nota, a instituição ressaltou que após um período de queda acentuada até maio, as sondagens mensais tornaram-se muito voláteis e por isso devem ser analisadas com cautela. Mas a melhora em setembro se deve a uma diminuição do pessimismo com a economia nos próximos meses.

Alguns dias depois, mas ainda no fim de setembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que seu índice de expectativa do consumidor aumentou 1,3% naquele mês, com os entrevistados mostrando melhor expectativa com renda, emprego e nível de endividamento. Na semana passada, uma pesquisa trimestral da Boa Vista SCPC informou que a percepção do brasileiro a respeito de sua situação financeira melhorou no terceiro trimestre. Para 93% a situa ção vai melhorar nos próximos meses.

Outro levantamento também divulgado na semana passada, da Fecomercio-SP, indicou que após seis meses de quedas consecutivas, a intenção de consumo das famílias voltou a subir, 1,4% no caso. A entidade ponderou que essa variação positiva pode ser vista como um ajuste após uma longa sequência de quedas. O pior momento pode ter ficado para trás, mas uma retomada ainda é pouco provável, segundo o assessor econômico da entidade, Fabio Pina.

Valor Econômico – SP