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Como a Vivenda do Camarão superou crises para faturar R$ 220 milhões

Saber um pouco de tudo sobre todas as áreas do negócio. Segundo o empreendedor Fernando Perri, dono da Vivenda do Camarão, este é um dos principais conselhos para vencer crises econômicas e modelos de adversidade.

Perri fundou há companhia há 35 anos e comanda a rede desde então. A Vivenda do Camarão ficou conhecida por levar ao público pratos feitos de camarão e frutos do mar a preços mais baixos.

Embora hoje esteja com mais de 160 unidades espalhadas pelo Brasil e uma operação no Paraguai, sua trajetória é pontuada de momentos difíceis que, segundo o empresário, foram vencidos graças a três fatores principais: conhecimentos em gestão, criatividade e perseverança.

A própria empresa, segundo Perri, nasceu de uma dessas adversidades. Antes da marca nascer, o empreendedor trabalhava com a exportação de frutos do mar. Em 1984, as leis de comércio exterior mudaram – segundo Perri, empreendedores só poderiam vender para fora do país se também importasse produtos, o que impediu momentaneamente a continuidade dos negócios. “Naquele momento, me vi ‘preso’ com um contêiner de 22 toneladas de camarão fresco da melhor qualidade”, afirma.

Sem ter como vender a carga, Perri resolveu comercializar o produto ele mesmo para o público. “Naquela época, o brasileiro não tinha o costume de comer muito camarão. Era considerado um prato caro demais”, diz. Sua ideia, portanto, era abrir um restaurante que oferecesse a iguaria de forma acessível.

A ideia logo fez sucesso e caiu no gosto popular. Aos poucos, a rede cresceu e se tornou uma franquia, presente em vários estados brasileiros. No entanto, em 1999, 15 anos depois de sua criação, a Vivenda voltou a encarar problemas. “Foi a época da proibição de importação do animal. Ou seja, dependíamos totalmente do produtor local”, diz ele.

Com os preços altos, a empresa se viu em um impasse. “Nosso objetivo sempre foi oferecer nossos produto a um preço justo. É nessas horas que, para mantermos a nossa identidade, precisamos usar a criatividade”, afirma Perri. A solução, segundo o empresário, foi criar novas receitas e investir não só em camarão, mas também em frutos do mar e peixes.

No ano passado, a empresa faturou R$ 220 milhões. No entanto, os últimos anos também foram de desafios, explica o empreendedor. As mudanças no comportamento de compra do consumidor e as últimas crises econômicas no país tiveram grande impacto na venda de franquias da rede.

Como solução, a marca criou um e-commerce e uma nova modalidade de minifranquias. “Em lugares mais afastados do país, nós damos a opção para que o potencial franqueado faça uma ‘pequena loja’ dentro de casa”.

Conhecida como Vivenda em Casa, a opção permite que o empreendedor peça um pequeno estoque pelo site da empresa e as venda para as pessoas de sua região. Segundo a empresa, o investimento gira em torno de R$ 65 a 70 mil.

“O importante é manter em mente que sempre vai parecer difícil. Alguns momentos mais, outro menos. Mas é preciso insistir”, afirma Perri.

Segundo ele, nessas horas é que o empreendedor precisa conhecer, de fato, todas as áreas do negócio.

“A pessoa pode ser muito boa no produto ou serviço que presta. Mas ela precisa estar atenta e aprender o máximo possível sobre vendas e estratégia”, explica. É assim que ela terá a criatividade necessária para pensar em novas e talvez engenhosas saídas.

Fonte: PEGN