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Pernambucanas decide fazer IPO

A rede de varejo Pernambucanas começou a contratar bancos para sua oferta pública inicial de ações (IPO), apurou o Valor. Os primeiros na composição são Goldman Sachs e BTG Pactual, de acordo com duas fontes.

A disputa para entrar no sindicato tem sido acirrada, dados os anos de resistência à ideia de listagem em bolsa e o entendimento dos bancos de que pode ser uma oferta atrativa para os investidores. O caminho para a bolsa foi pavimentado pela reestruturação do negócio nos últimos anos e pelo fim de uma arrastada disputa societária, dizem as fontes.

A briga de décadas na Justiça era sobre o pagamento de dividendos da companhia aos sobrinhos da principal acionista individual e mais próxima da administração da rede, Anita Harley, que por sua vez questionava o direito de parte da família aos recursos. A decisão no Superior Tribunal de Justiça aconteceu há dois anos, mesma época em que a Pernambucanas iniciou uma reformulação dos negócios, para tornar a rede mais atual e rentável – agregando serviços financeiros e agora vendas digitais.

Naquele momento, a rede encerrou a venda de eletrodomésticos, para manter foco em confecções, e voltou a abrir lojas em ritmo acelerado. “Com a resolução da questão de governança e o ‘turnaround’, é uma história interessante para os investidores”, diz um executivo.

Antes da crise gerada pela pandemia, a empresa tinha planos de abertura de 30 a 40 lojas ao ano. O isolamento social afetou as vendas de todo o setor de moda, cama, mesa e banho, inclusive da empresa, que tem um braço de vendas on-line que ainda estava em processo de construção de algumas estratégias antes da crise.

Valor apurou que a empresa cogitou retomar os planos de IPO mais à frente, passada essa fase atual mais crítica no setor, mas que os bancos avaliam que valeria manter a operação dada a janela atual de mercado. Uma fonte ligada à operação ressalta que a companhia “não tem pressa”, caso seja necessário rever o cronograma.

A volta da demanda de algumas categorias de produtos para casa também teria melhorado as expectativas de curto e médio prazo na varejista. Em 2019, as vendas brutas da empresa com mercadorias e serviços foram de R$ 5,3 bilhões, versus R$ 4,9 bilhões um ano antes.

Fonte: Valor Econômico