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Digital banking traz maior rentabilidade para redes de franquias

Existe algo grande ocorrendo no mercado de franquias. Ao redor do mundo, players do franchising estão se movimentando em inúmeras iniciativas e colocando apostas altas no desenvolvimento de plataformas de digital banking, esperando mudar fundamentalmente o modo de relacionamento franqueador-franqueado para atrair e reter mais consumidores. Especialmente no Brasil, esse movimento é ainda mais importante e pode ser determinante entre crescer sua rede ou fechar as portas.
As redes de franquias no Brasil cresceram muito nos últimos anos, mesmo na crise. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado tende a crescer ainda 11% este ano. No entanto, essa escalada impactou diretamente nas margens operacionais do setor. Os varejistas viram seus lucros apertarem e a competitividade subir. Na contramão, o setor bancário ainda recolhe ótimas margens e lucratividade em suas operações. A solução descoberta pelas redes de franquias? Tornar-se o “próprio banqueiro”.
Já de início, um digital banking corporativo para redes de franquias resolveria a questão da inadimplência dos franqueados. Com um sistema digital bancário próprio e integrado, o pagamento dos royalties seria feito por intra-wallets. Através da trava dos recebíveis no adquirente ou sub – que faz parte do próprio banco digital do grupo -, é resolvida de vez essa questão. Fundo de propaganda? Split automático dos franqueados para a conta condomínio – que não é receita do franqueador -, trazendo maior transparência. O crédito consignado aos funcionários também faz parte do pacote e é bem-vindo.
Além da economia nos TEDs e DOCs dentro da sua rede – que passam a ser zerados -, as grandes franquias estão de olho também em seus consumidores e no potencial de geração de margens financeiras. Cartões de crédito corporativos, pré-pagos, CDC e até crédito clean são ofertados no banco digital ao consumidor final através de seu banco parceiro. Os modelos de receitas são variados e possíveis na legislação atual, mais favorável à abertura de mercado e às fintechs. Por fim, um plano de fidelidade com CRM turbinado com AI (Inteligência Artificial) fecha o pacote.
Redes de franquias que adotarem com sucesso o digital banking próprio experimentarão profundas mudanças estratégicas e de fortalecimento de seu modelo de negócios. E aí, quem quer ser banqueiro?

*Fernando Oliveira, co-CEO BTX Digital

Fonte: Estadão