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Uma arma poderosa contra qualquer crise

Alguns diferenciais competitivos são construídos pelos varejistas, de forma lenta e silenciosa, e os seus concorrentes demoram a perceber que estão ficando para trás. Em um momento de crise, do que mais se precisa é de um diferencial capaz de fazer o consumidor escolher a nossa loja, diante de tantas escolhas disponíveis. Espera-se que o cliente prefira vir comprar em nossas lojas pelo fato de que só nela encontrará alguns produtos que vendemos com exclusividade. É isso que acontece quando se desenvolve um programa consistente de produtos de qualidade com suas próprias marcas.

Algumas redes no Brasil estão conseguindo desenvolver um programa completo de marcas próprias, que aos poucos ganha a confiança de seus consumidores. Suas lojas passam a ser escolhidas de forma prioritária, pois os clientes sabem que lá eles conseguem contar com produtos de qualidade e com bons preços, produtos que não encontram nas lojas dos concorrentes. A Panvel (rede de farmácias do Rio Grande do Sul), Decathlon, do setor de artigos esportivos, e os Supermercados Lopes são exemplos de redes que vêm se destacando nas regiões em que atuam. Todas elas sabem trabalhar muito bem alguns fatores que garantem que seus programas sejam um sucesso. É o que vamos conhecer a seguir.

Em primeiro lugar, as redes de sucesso em desenvolvimento de suas próprias marcas possuem uma estratégia clara e sabem posicionar muito bem cada uma de suas marcas. É essencial que se saiba escolher as categorias prioritárias e como se deve atuar com os produtos em cada uma delas.

A seleção de fornecedores qualificados também é determinante. Já não podemos falar que o Brasil é desprovido de fornecedores capacitados. Ao longo das últimas décadas, muitas indústrias conseguiram dar passos consistentes de profissionalização e evolução nos níveis de qualidade sistêmica, e desenvolvem produtos que nada deixam a desejar, comparados com as marcas líderes de mercado.

Outro fator importante é conseguir criar uma forte cultura de marca própria dentro da empresa, o que quer dizer que toda a equipe do varejista, da área comercial ao pessoal na operação das lojas, valoriza os seus próprios produtos, conscientizados de que eles possuem qualidade e orgulhosos das marcas que possuem.

É essencial que se conheça o processo de desenvolvimento de produtos a fundo. Quando um varejista resolve ter suas próprias marcas, precisa assumir alguns papéis, que não são originalmente do seu negócio, são papéis comuns às indústrias, de acompanhar cada etapa de forma minuciosa, desde o briefing do produto a ser desenvolvido, seleção criteriosa de fornecedores, formação de custo, auditorias de embalagem, rotulagem e muito mais.

Um erro comum de varejistas que já tentaram ter suas próprias marcas e fracassaram é escolher um assistente ou comprador de sua área comercial para que faça, sozinho, toda a gestão das marcas e produtos. É evidente que isso não pode dar certo. Desenvolver marcas próprias exige competência técnica diferente das atividades usuais de um comprador do varejo. Para desenvolver um novo produto, não se trata, portanto, de apenas desenvolver um rótulo bonito em qualquer agência e colocar no produto.

Uma marca própria forte, robusta, com qualidade, cria um lhttp://sbvc.com.br/wp-admin/post-new.phpaço importante com o consumidor. Nada tem a ver com a concorrência. É uma relação direta com o cliente, uma conversa particular, um vínculo que se estabelece com a criação de confiança na qualidade, com produtos exclusivos e com preços convidativos. Um único produto é capaz de fidelizar o cliente. Há inúmeros exemplos de clientes que fazem questão de voltar a uma determinada loja porque só lá encontram um produto de que tanto gostam. Pode ser uma sunga para natação em uma loja de esportes, um creme para a pele em uma farmácia, ou cookies em um supermercado.

É exatamente em momentos de crise, em que o consumidor se vê obrigado a reduzir o consumo ou buscar produtos com preços mais convidativos, que as marcas próprias consolidadas passam a ser uma opção muito procurada pelos clientes e representam, portanto, um enorme diferencial competitivo para os varejistas, podendo ser o peso na balança que fará com que o cliente escolha uma de suas lojas, e não as do concorrente.

Fonte: O Negócio do Varejo

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