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Construção: entre o pesadelo e os home centers

Segundo estimativa do DataMkt Construção, aproximadamente 63,5% do sell out do segmento de materiais de construção advém das Lojas de Bairro (pequenas, multicategorias ou especializadas), e, o restante, 36,5%, está dividido entre as lojas de porte médio (multicategorias ou especializadas), grande e Home Centers.

Dados elaborados, tendo como base o Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro da SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo –, mostram que a concentração setorial entre os cinco maiores Home Centers estaria, em 2017, estimada e aproximada em 9,3%.

Isso posiciona o segmento como um dos mais pulverizados do comércio brasileiro, o que não diminui a importância dos grandes varejistas.

Muito ao contrário!


Já faz parte da história do mercado, o fato de que nos anos de maior aprofundamento da recente crise econômica, no biênio 2015/2016, no qual o PIB acumulado brasileiro decresceu 6,7%, ocorreu um grande fluxo de clientes nas lojas do home center líder do setor, não necessariamente, se traduzindo em compras.


Na verdade, os consumidores buscavam apoio nos ambientes das lojas da rede para superar um momento angustiante, de aumento vertiginoso do desemprego, queda na renda e dramáticas indefinições políticas – diminuindo ainda mais a confiança em relação ao futuro –, para poder continuar sonhando.

Nesse caso com seus lares – ou portos seguros contra a instabilidade socioeconômica – novos e bonitos, já que, ato contínuo, esses consumidores começaram a passar mais tempo dentro de seus lares convivendo com amigos e familiares.

E, como no artigo anterior aprofundamos o perfil dos consumidores das Lojas de Bairro, agora vamos aprofundar o perfil dos consumidores dos Home Centers/Lojas Grandes.

Segundo dados dos cinco anos consecutivos do Painel Comportamental do Consumo de Materiais de Construção que, de 2014 a 2018, entrevistou 4.086 consumidores que haviam realizado reformas residenciais, os Home Centers/Lojas Grandes foram o segundo tipo de canal mais utilizado para compras dos materiais que seriam usados nessas mesmas obras, por 50,7% desses entrevistados, ficando atrás, apenas, das já mencionadas Lojas de Bairro, utilizadas por 63,4%.

Porém, diferentemente dessas últimas, que possuem maior penetração nos consumidores da classe C, os Home Centers/Lojas Grandes foram mais utilizados pelos consumidores da classe A, com incidência de 73,4%, seguidos pela classe B, com 58,9%, e, por último, consumidores da classe C, com 45,2%.

É sempre importante frisar que mensuramos apenas a utilização do canal, sem dimensionar os valores gastos, porém, de qualquer maneira, esse fluxo de consumidores de maior poder aquisitivo torna esse formato de loja, além de um importante ponto de compra, também, um importante ponto para formação de opinião, consolidação de tendências e aculturamento dos consumidores de materiais de construção.

Não se trata apenas de oferecer omnicanalidade, mas sim, de maneira mais profunda, de introduzir novas motivações para a realização de obras residenciais de maneira contínua (há sempre algo para ser melhorado numa residência), e, não apenas pontual, desde a ambientação da loja até o atendimento no checkout, com uma experiência de compra fluindo de maneira estimulante e condizente com esse momento tão especial na vida dos consumidores.

E, assim como as Lojas de Bairro contribuem oferecendo aos clientes praticidade, conveniência e rapidez, os Home Centers/Lojas Grandes oferecem diversidade, tendências e imersão.

Atributos fundamentais para tornar irrisório o pesadelo da poeira, sujeira e imprevistos de uma obra, diante do sonho de um lar novo e bonito para a convivência com familiares e amigos.

O sistema de compartilhamento de inteligência de mercado DataMKt Construção é cogerido por Leroy Merlin, Eucatex, Votorantim Cimentos e Deca, empresas empenhadas em entender os novos tempos e contribuir para o crescimento e profissionalização do segmento.

Fonte: Data Market