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B2W lidera ranking dos maiores e-commerces do Brasil

A Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) acaba de anunciar o ranking das 70 maiores empresas do comércio eletrônico no Brasil. Juntas, elas movimentaram R$ 33 bilhões no ano passado, pouco mais de 75% das vendas totais do e-commerce brasileiro. Elas registraram também uma expansão de 7,4% sendo que quatro delas apresentaram crescimento acima de 100%.

A pioneira B2W Digital, com marcas como Americanas.com e Submarino, continua liderando o setor, seguida por outros seis grupos multicanal: Via Varejo, Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Dell, Fast Shop e Polishop, todos com forte presença no setor de eletroeletrônicos, que é considerado um dos mais representativos do varejo online. Entre as top 10, estão também os operadores Pure Play, varejistas que já nasceram no ambiente digital como Privalia, Netshoes e GFG/Dafiti.

“O varejo especializado tem sido o grande destaque em crescimento, pois têm encontrado oportunidades de desenvolvimento a partir da oferta de produtos segmentados ou de nicho que atendam a demanda dos consumidores” afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Das 70 empresas listadas no ranking, 20 são empresas Pure Play que juntas acumularam um faturamento de R$ 18,1 bilhões, o equivalente a 40,77% das vendas online do País e a 54,03% das receitas do grupo das 70 maiores. “Mesmo diante de um ano de desaquecimento no setor de e-commerce, as maiores empresas continuaram a se expandir acima da média, por uma combinação de ganhos de escala e entendimento nos interesses dos consumidores”, ressalta Eduardo Terra.

 

Destaques do ranking

A empresa líder em crescimento foi a rede supermercadista Comper, cujas vendas online foram de R$ 242 milhões, o que representa 5% do faturamento total do grupo e um volume que coloca a varejista na 19° posição entre os maiores e-commerces do Paí. A segunda colocada em expansão foi a rede de artigos para animais de estimação, a Petz, que avançou 252,47% no ano e se colocou na 65° posição entre as maiores varejistas online.

Já a terceira colocada em expansão foi o Grupo Trigo, do setor de alimentação, com expansão de 227,78%. As três empresas mais bem colocadas estão ainda no início de sua curva de evolução no e-commerce, o que ajuda a explicar o forte índice de expansão sob uma base pequena.

Ao mesmo tempo, a pure player Evino mais que duplicou suas vendas (R$ 100 milhões) e empresas multicanais com forte expansão de vendas online, como a Reserva (78,57%) e a Arezzo (59,38%), já têm no e-commerce um canal relevante, representando, respectivamente, 8,9% e 6% do faturamento. Apenas duas das 10 empresas que mais cresceram estão entre os 20 maiores do comércio eletrônico e somente três são e-commerces puros.

 

Centro de compras

Outro destaque do Estudo são os Marketplaces. Cinco das dez empresas com marketplaces (Privalia, Netshoes, Multi-Ar, Icomm Group e Sunglass Hut) tem atuação focada em uma única categoria de produtos e, mesmo assim, encontram oportunidade para o desenvolvimento de seus marketplaces, dando a pequenos varejistas a possibilidade de expor seus produtos a uma audiência maior e incrementando suas próprias vendas.

O estudo Omnishopper, desenvolvido pela SBVC e pela AGP Pesquisas para quantificar aspectos relacionados aos hábitos de compra online da população, barreiras e aspectos mais valorizados, mostra que a maioria dos consumidores entrevistados compra online por meio de varejistas online (apenas 9,9% dos pesquisados nunca usaram esse formato), mas que 46,7% nunca experimentaram os sites das marcas da indústria e 45,8% nunca compraram a partir das mídias sociais, mostrando que o perfil de consumo online está bastante concentrado nas lojas virtuais.

Segundo Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e vice-presidente da SBVC, o comércio eletrônico se tornou fenômeno de massa, democrático e absolutamente transversal em relação a perfis de renda e faixas etárias. Quase 80% da população economicamente ativa do Brasil realiza compras online. A participação nas vendas do varejo vem aumentando e a tendência se manteve durante o biênio de crise 2015-2016 e no primeiro semestre de 2017.

Fonte: Decision Report

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