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7 tendências que ajudarão o varejo a se reerguer no pós-Covid

Realidade aumentada, lojas menores, social commerce… Veja como a pandemia transformou o varejo mundial

É consenso que a pandemia transformou – e continua transformando – o varejo a nível mundial. As demandas dos consumidores já não são mais as mesmas do que há seis meses, assim como a presença digital das empresas.

Os impactos comportamentais do isolamento social ainda estão sendo medidos, mas já é possível entender algumas tendências que devem perdurar depois da pandemia. O portal Springwise elencou sete caminhos que deverão ser seguidos pelos empreendedores e consumidores, com base no que já tem sido feito. Confira:

1. O apoio ao comércio local
O que era um apelo no começo da pandemia se tornou uma realidade: o comércio de vizinhança ganhou mais força, sobretudo entre quem ainda está trabalhando em casa.

Além disso, a conscientização adquirida neste período pode fazer com que o consumidor continue comprando de seus estabelecimentos favoritos, para que não deixem de existir.

Muitas empresas brasileiras criaram aplicativos e sites para ajudar o consumidor a localizar comerciantes nas redondezas. Uma das inovações apontadas pelo site fica no Reino Unido, o Streetify.

Os consumidores podem usar o aplicativo para criar suas próprias “ruas principais” pessoais, onde escolhem suas lojas favoritas. As ruas podem ser compartilhadas nas redes sociais. A ferramenta também permite que os consumidores sigam celebridades, que podem compartilhar códigos de descontos com os seguidores.

2. Lojas às escuras
Aqui em PEGN já falamos sobre o fenômeno das dark kitchens, que dominaram o setor de alimentação durante a pandemia. No entanto, lojas de outros segmentos também passaram a aderir ao movimento de lojas às escuras, apenas para retirada de produtos ou entregas.
Um exemplo é o supermercado Whole Foods, que recentemente converteu lojas em Los Angeles e Nova York em “dark stores”.

3. Experiências de compra com realidade virtual
realidade virtual não é exatamente uma novidade, mas ganhou força na pandemia, assim como as dark kitchens. O Springwise conta sobre uma cidade da Nova Zelândia que abriu um shopping center virtual, permitindo que as pessoas façam compras mantendo o distanciamento social.

Isso não te impressionou? Tente pensar em um banho termal com realidade virtual. Sim, a empresa japonesa Arima Onsen e Kosugiyu criou uma experiência virtual que recria o relaxamento das fontes termais dentro de casa. Eles gravaram vídeos de 20 minutos em cinco de suas 31 unidades e colocaram no YouTube.

A ideia é que os espectadores sintam que estão em um onsen (termais de águas) e, com fones de ouvido, possam ter uma experiência com sons de água corrente, pétalas caindo e brisa entre as barracas. Tudo dentro de casa.

4. A conveniência de retirar a própria compra
Drive-thru e take away foram práticas que deram muito certo tanto no Brasil quanto em outros países. O Starbucks, por exemplo, anunciou que fechará cerca de 400 unidades tradicionais na América do Norte no próximo ano e abrirá 30 lojas de conveniência.

Nesses espaços não haverá assentos para clientes. Os pedidos e pagamentos serão feitos pelo aplicativo da marca.

Outro exemplo fica na Irlanda: a rede de supermercados Lidl lançou um chatbot no WhatsApp que avisa aos clientes quando a loja está menos lotada.

5. Crescente demanda por transparência na cadeia de suprimentos
Em um mundo pós-Covid, os clientes estarão mais preocupados em saber de onde os produtos vêm. Com isso, os varejistas precisarão ser mais transparentes sobre suas cadeias de suprimentos.

Um exemplo de inovação nesse sentido é o aplicativo francês My Label, que identifica produtos que atendem aos valores do consumidor, tornando mais fácil encontrar produtos sustentáveis e influenciar os produtores.

O aplicativo permite que os consumidores selecionem entre 20 critérios, incluindo fatores ambientais, sociais e de saúde – por exemplo, você pode pedir ao My Label para alertá-lo se houver óleo de palma em um produto. O aplicativo também pode sinalizar produtos de empresas que pagam um salário justo.

6. O conceito “faça você mesmo” substitui alguns serviços tradicionais
Em todo o tempo que as pessoas passaram trancadas em casa, algumas habilidades foram descobertas. Um exemplo é a padaria norte-americana Mr. Homes Bakehouse, que foi fechada durante o lockdown e reabriu apenas como e-commerce, vendendo kits de panificação para toda uma legião de padeiros domésticos que surgiram na pandemia.

Da mesma forma, inspirada pelos milhões de entusiastas forçados a se acalmar durante a pandemia, Maggie Fu, uma maquiadora e influenciadora de beleza de Xangai, criou um kit de manicure autocolante. Os clientes não precisarão de habilidades especiais para aplicá-los.

7. Social Commerce e compras conjuntas
Embora se esperasse que o distanciamento social afastasse as pessoas, em alguns aspectos, elas parecem mais próximas do que nunca.

As inúmeras lives e videoconferências fizeram com que as pessoas passassem a trocar receitas ou dicas de compras em estabelecimentos nos grupos de WhatsApp.

Mesmo antes da pandemia já havia um crescimento no Social Commerce, liderado por aplicativos chineses como o Panduoduo. Esta plataforma permite que as pessoas façam compras juntas com desconto.

Agora, uma extensão israelense para navegadores chamada Squadded Shopping Party espera levar este conceito também para os países ocidentais. O Squadded permite que os usuários se conectem com grupos de amigos e façam compras online juntos, conversando por meio da extensão enquanto experimentam roupas diferentes ou discutem itens.