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Varejo brasileiro ainda esbarra em baixa digitalização da logística

Segundo levantamento da Totvs, apesar de 76% das empresas entrevistadas possuírem um setor voltado à gestão de transporte, apenas 20% dos entrevistados possuem sistema de gestão de transporte (TMS)

Por Redação

Apenas 38% do varejo brasileiro possui um sistema de gestão para uma das áreas mais críticas da operação, a de armazenamento. Segundo o Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) de Logística, pesquisa encomendada pela Totvs, o setor ainda não explora tudo que a tecnologia oferece para apoiar esta frente.

Por outro lado, o varejo já apresenta um melhor uso de dispositivos móveis na operação (51%) e de sistemas de código de barras / RFID / BEACON (48%), de acordo com o levantamento.

Outro ponto de atenção apontado pelo estudo é que, apesar de 76% das empresas entrevistadas possuírem um setor voltado à gestão de transporte, apenas 20% dos entrevistados possuem sistema de gestão de transporte (TMS).

Além disso, a pesquisa também mostrou que os varejistas já adotam soluções voltadas para otimização e roteirização logística (44%) e integração de rastreamento (39%), ainda que ambos os resultados estejam abaixo da média dos embarcadores (divididos entre indústrias, varejo, agronegócio e distribuidores) entrevistados – 70% e 47%, respectivamente.

“A intralogística dos varejistas ainda é um tema que demanda atenção, uma vez que o pedido é feito e precisa ser direcionado para o transporte o quanto antes para chegar a um cliente que requer cada vez mais agilidade. A aplicação de tecnologias capazes de gerir o estoque, modernizá-lo e, consequentemente, aumentar a produtividade é fundamental”, afirma Elói Assis, diretor executivo de varejo da Totvs.

Quando questionados sobre os investimentos futuros para os próximos dois anos, destacam-se as soluções de gestão de custo logístico (36%), sistema checklist e gestão de armazenagem (ambos com 35%), as ferramentas de tracking/previsão de entrega (31%) e sistemas de coleta e entrega de mercadorias (30%).

“São intenções que acompanham a necessidade do setor, uma vez que a maior parte dos varejistas são B2C, ou seja, se relacionam diretamente com o consumidor final e precisam oferecer a melhor experiência de compra possível e atingir um alto nível de satisfação entre esses”, reforça o executivo da TOTVS.

Fonte: ITForum