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Setor de shopping centers se recupera com cobrança forte de aluguéis

Os operadores de shopping centers conseguiram reduzir os descontos dos aluguéis concedidos durante a pandemia

Por Cristiana Euclydes

O setor brasileiro de shopping centers tem apresentado uma rápida recuperação, que deve ser consolidada ao longo de 2022, apoiada pela a elevada cobrança de aluguel apesar do cenário econômico desafiador no Brasil, diz a agência de classificação de risco Fitch Ratings, em relatório.

Segundo a agência, os operadores de shopping centers conseguiram reduzir os descontos dos aluguéis concedidos durante a pandemia e ajustar os aluguéis, com a inflação de dois dígitos no Brasil contribuindo para maiores reajustes, ao mesmo tempo em que tem efeito limitado nos custos.

Após dois anos de performance mais fraca devido à pandemia, as vendas dos locatários ultrapassaram os patamares de 2019 em entre 5% a 15% para as empresas avaliadas pela Fitch desde o quarto trimestre de 2021 — Aliansce Sonae, BR Malls, Iguatemi e Multiplan.

Os custos de ocupação dos locatários permaneceram relativamente estáveis, diz a agência, apoiados pela qualidade e boa localização de seus ativos, com média do custo de ocupação reportado pela carteira da Fitch de 14% no primeiro trimestre de 2022, ligeiramente acima da média histórica de 12%, mesmo em meio a condições macroeconômicas fracas.

A Fitch projeta geração de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) maior em 2022 ante 2019, ou ao menos no mesmo patamar, incorporando elevadas taxas de ocupação de 95% e inadimplência líquida abaixo de 5%. Para 2022, a Fitch projeta Ebitda sobre despesa financeira líquida acima de 2,5 vezes para a carteira de shoppings. Para a agência, a recuperação da geração de fluxo de caixa resultará na redução da alavancagem em 2022.

Por fim, as fusões e aquisições devem ser retomadas, com os shoppings retomando expansões e aumentando investimentos em tecnologia digital, que devem totalizar R$ 1,3 bilhão em 2022, excluindo aquisições. A Fitch ressalta que a fusão da Aliansce Sonae e da BR Malls, ainda pendente de aprovação regulatória, criará a maior operadora de shopping centers brasileira.

Fonte: Valor Investe