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Raia Drogasil aposta no digital para criar novo conceito de loja

Ainda que pretenda seguir com seu plano de abertura de 240 novas lojas por ano, a Raia Drogasil aposta em uma estratégia O2O (online para offline) para criar um “novo conceito” de farmácia. Após uma conversa com a gestão sobre o futuro da companhia, o UBS recomenda Compra para as suas ações, com preço-alvo de R$ 25. As informações são de relatório setorial distribuído nesta quinta-feira (24).

Às 16h15, os papéis da empresa (RADL3) eram negociados a R$ 23,36, alta de 2,3%.

O “novo conceito” apresentado pela RD irá usar tecnologia digital para melhorar a experiência do consumidor e criar uma nova ideia do papel da farmácia no sistema de saúde.

A Raia Drogasil tem demonstrado recuperação, com crescimento de 0,8% em vendas nas mesmas lojas em julho – 5% se excluídas lojas em shoppings que ainda não tiveram uma normalização de volumes. A estratégia digital tem se mostrado importante no crescimento das vendas. No 2T, as vendas digitais corresponderam a cerca de 7% das vendas da RD e essa porcentagem foi mantida durante o 3T. Enquanto no 2T o digital foi uma ferramenta de preservação das vendas, no 3T o digital serviu como uma ferramenta de vendas incrementais.

A gestão acredita, no entanto, que as lojas têm um papel chave para a empresa pois elas não apenas dão notoriedade à marca, mas também melhoram a eficiência logística e o serviço ao consumidor.

Atualmente, a RD está focando em aumentar sua presença em cidades e regiões de menor renda, no Nordeste e em cidades do interior via seus formatos de entrada e híbrido. Além disso, a RD também irá lançar seu programa de fidelidade STIX em parceria com o Itaú (SA:ITUB4) no 4T.

A empresa, no entanto, também sofreu impactos da pandemia, como a desaceleração dos ganhos de participação de mercado, impactados no 2T devido ao fato de a RD ter mais lojas em shoppings e áreas premium do que seus principais concorrentes.

Outro ponto discutido pela administração da RD durante a reunião foram as perspectivas da concorrência. Na análise da companhia, na última década as dinâmicas competitivas podem ser divididas em três diferentes fases: o ciclo neutro, de 2012 a 2016, em que as aberturas de lojas estavam alinhadas com o crescimento do mercado; o ciclo negativo, de 2017 e 2018, em que os competidores aceleraram seu ritmo de expansão além do crescimento orgânico do mercado; e o ciclo de redução de gastos, iniciado em 2019, em que muitos competidores tiveram de fechar lojas para aumentar a lucratividade.

Agora, segundo a empresa, um novo ciclo se inicia com os recentes aumentos de capital e IPOs do setor, como os de Pague Menos (SA:PGMN3), Panvel (SA:PNVL3) e Nissei, que podem levar a uma intensificação na atividade competitiva. No entanto, diz a empresa, a RD, que sempre manteve um ritmo sólido de crescimento e lucratividade, tem a vantagem de estar centrada principalmente em São Paulo, onde essa expansão não deve ocorrer com muita intensidade.

Entre os riscos para a companhia estão os IPOs e consequentes expansões da Panvel e da Nissei no sul do Brasil, região em que a RD tem focado parte de sua expansão. Além disso, a expansão da Pague Menos no Nordeste pode ser uma ameaça. A companhia apontou ainda os riscos de canibalização.

Fonte: BR Invest