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Quick commerce, fidelização, sustentabilidade: especialistas traçam o futuro do varejo

A edição da NRF Retail Week 2022, em Nova York, irá discutir tendências do varejo para este ano. Os maiores varejistas do mundo estarão reunidos na feira discutindo tendências, futuro e também o presente desta atividade que movimenta quase 30% do PIB brasileiro. 

Por Redação

Logística é um dos pontos fundamentais para o setor. Para Gustavo Schifino, coordenador da Comissão de Transformação Digital da ABF (Associação Brasileira de Franchising), “a primeira tendência forte está na logística: o quick commerce, chamado também q.com, ganhará muita efetividade ao longo do ano. Os clientes estão valorizando muito os prazos de entrega”, diz Schifino. Segundo ele, “até 2020 vivemos a era dos marketplaces generalistas, e nos próximos 10 anos, já começando em 2022, a logística e a entrega que possa chegar ao cliente a um preço justo e com rapidez será uma tendência para a qual todo varejista terá que colocar muita atenção, seja nas vendas digitais ou figitais.”

Outra tendência apontada como forte para este ano é, segundo Schifino, a criação de canais próprios por parte dos lojistas. “Plataformas como o Shopify dão aos lojistas a possibilidade de terem o seu e-commerce com qualidade. Acho que as marcas continuarão presentes nos marketplaces, mas vejo a tendência de criação de canais próprios, com possibilidades de estreitar relacionamento, fidelização, cashback, cuponagem e outras formas de melhorar o relacionamento com os clientes”, diz o executivo.

Sustentabilidade é outra palavra-chave para o varejo em 2022. O mercado de segunda mão já vem despontando como novo fenômeno: “Especialmente para produtos de marca e maior valor agregado, o mercado de segunda mão vai crescer no Brasil. Já está explodindo no mundo inteiro, no norte da Europa por exemplo já vemos isso de forma muito consistente. E temos a previsão de que em 2030 o mercado de segunda mão será maior que o mercado de novos produtos, é importante refletirmos sobre isso”, diz Schifino. 

O mercado de segunda mão tem  forte impacto sobre diversos aspectos da sustentabilidade. “Nada mais carbono zero e sustentável que comprar um produto de segunda mão. O Brasil ainda não está atuando de forma intensa nesse mercado, mas entendo que em 2022 dará um salto nisso”, conclui.

Muitas outras tendências são vislumbradas no acender das luzes deste novo ano. Vendas online por lives em plataformas, novos formatos de comercialização como vendas por assinaturas, concorrência cada vez maior nos espaços digitais, a inclusão das práticas ESG nos negócios, entre outras tendências que serão discutidas na NRF Retail National Week, a partir deste sábado (16).

Fonte: Fast Company