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Privalia quer R$ 1 bilhão por operação no Brasil

Empresa contrata Itaú BBA para buscar comprador; gigantes do e-commerce e da moda teriam sido sondados

Por Adriana Mattos

Após suspender, em julho, a oferta pública inicial de ações (IPO, da sigla em inglês), a Privalia, maior outlet virtual do Brasil, colocou o negócio à venda no país, apurou o Valor. O banco Itaú BBA tem exclusividade na assessoria junto à companhia e vem detalhando condições atual do negócio a interessados, pelo menos, desde outubro. Magazine Luiza, Mercado Livre, Americanas, Renner e Dafiti foram sondados pelos representantes, dizem duas fontes.

Valor apurou que a empresa pede R$ 1 bilhão pelo negócio, quase 16 vezes o lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação de 2020, para uma venda total da plataforma (GMV, da sigla em inglês) de R$ 1,3 bilhão em 2020. A receita líquida foi de pouco mais de R$ 900 milhões e 15 milhões de membros registrados.

Um competidor da Privalia, a par das negociações, disse ao Valor que as atuais condições de mercado mudaram muito em relação a 2020, mesmo com o digital tendo acelerado neste ano. “Todas as teses de mercado estão sendo revistas e os ‘players’ andam muito seletivos pelo cenário mais incerto e complexo”, disse. “Possivelmente vão ter que abrir algum ‘desconto’ nesse múltiplo”, disse um assessor financeiro.

Já em 2020, antes do projeto de IPO, a Privalia iniciou contatos com “marketplaces” e varejistas on-line no país para a venda da operação, mas o processo não avançou e caminhou para a oferta de ações, que também acabou interrompida por conta da piora do ambiente de mercado.

O grupo francês Veepee, controlador da empresa com 98% do braço no país, quer sair da operação já algum tempo, e se desfez da Privalia no México em 2019 para o grupo local Axo. Se as negociações avançarem, os sócios deixam de atuar em mercados emergentes e passam a controlar apenas o negócio na Europa (a empresa atua em locais como Espanha, França e Itália).

Procurados, a empresa e o Itaú BBA ainda não se manifestaram.

Fonte: Valor Econômico