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Para Marisa, o marketing hoje é matemático

Prestes a lançar uma plataforma de serviços e conteúdo, varejista aposta em quebra de paradigmas e em mudar o eixo da cultura e da inovação

Por Renato Pezzotti

A fragmentação da mídia, com novos pontos de contato entre o consumidor e as marcas, fez com o marketing se torna-se mais complexo. Para Paula Martins de Oliveira, head de marketing integrado da Marisa, ele se tornou quase “matemático”.

“A publicidade de hoje ficou muito mais complicada. O publicitário teve que se renovar. Hoje somos multicanais e multiformatos. Ainda acredito no glamour da publicidade, mas hoje o marketing é matemático. Brinco que é meio ‘matemarketing'”, afirmou a executiva, durante o programa Mídia e Marketing, publicado nesta semana –veja o vídeo completo, acima.

“Temos visto uma evolução muito rápida da comunicação. A Marisa tem, como desafio, se tornar a plataforma da mulher brasileira. Precisamos expandir nossa oferta de produtos de moda e de outros tipos que estejam inseridos na vida da mulher” (a partir de 17:43).

Para isso, a rede vai lançar, em junho, uma plataforma com serviços e diferentes tipos de conteúdo, em vários formatos, como vídeos e programas em podcast.

“Vamos lançar em junho o Universo M, que falará sobre moda, sobre cultura, sobre bem-estar. A ideia é agregar outras coisas que fazem sentido para a mulher, como filmes, humor e até moda. Para isso, precisaremos de consistência, frequência e, principalmente, de verdade”, diz (a partir de 18:13).

Mudança no eixo de cultura

A executiva ainda explica como funciona a parceria entre a Marisa e o hub de inovação Distrito. Para ela, “transformação” é a palavra-chave -e ela não precisa, necessariamente, ser digital.

“É a quebra de paradigmas, com múltiplas empresas que vão ajudar nosso negócio, para criar esse futuro junto com você. Estamos com esse movimento de mudar o eixo de cultura, trazer um pensamento de inovação, trabalhar com outros modelos mentais e, por outro lado, resolver problemas reais”, afirma Paula (a partir de 29:05).

Paula conta como a marca evoluiu seu trabalho com foco nas mulheres ao longo das décadas e como a pandemia mudou o poder de compra e necessidades das clientes. “Nossa construção de marca envolve preço acessível, produto de qualidade e moda versátil. Roupa tem que ser investimento”, diz (a partir de 3:25).

Crescimento do e-commerce no varejo

“Hoje, o e-commerce representa 17% das nossas vendas. O formato “Clique e retire” cresceu muito, porque identificamos muitas mulheres que compravam no digital, mas não tinham como receber em casa. A oferta de serviços e trabalhar o conceito de multicanais não é o futuro do varejo: é o presente do varejo”, afirma (a partir de 6:26).

A executiva ainda comenta sobre a mudança do estilo das lojas de rua, principalmente num mundo pós-pandêmico. “Teremos uma evolução dos formatos de loja, mais modernos, com serviços de entrega eficientes. As pessoas poderão passar na loja, comprar um produto via totem e pedir para entregar em casa”, diz (a partir de 8:35).

Fonte: UOL