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KFC e Pizza Hut aceitarão pedidos via WhatsApp, Instagram e Facebook

Por Mariana Barbosa

A International Meal Company (IMC), controladora das redes de fast food Pizza Hut e KFC no Brasil, pretende reforçar os canais próprios de delivery estreando atendimento nas redes sociais e WhatsApp.

A IMC segue os passos da Domino’s, primeira grande rede de fast food a lançar o serviço de delivery pelo WhatsApp, em 2020, e do Burger King Brasil, que estreou um piloto em março, como noticiou a coluna.

Mas diferentemente do novo serviço do BK Brasil, o atendimento não será monitorado por humanos: será totalmente automatizado. Hoje o delivery representa 28% das vendas de Pizza Hut e KFC, mas menos de 15% acontece pelos canais próprios, com pedidos por aplicativo.

O canal de pedidos da KFC por WhatsApp, Instagram e Facebook será lançado oficialmente no dia 8 de abril, na modalidade “click and collect”, ou retirada no local sem pegar filas. A partir do dia 15 de abril, a empresa vai introduzir o delivery propriamente, em parceria com a Uber Direct. Para a Pizza Hut, a previsão é estrear o novo serviço até maio.

Além de margens maiores, uma vez que não há comissão para integradores como iFood, Rappi e outros, o delivery próprio permite coletar dados do consumidor, facilitando ações de marketing. — O canal próprio não vai substituir os integradores. O consumidor já criou esse hábito. Mas o próprio tem a vantagem de ter um custo menor por transação e permitir conhecer melhor o seu cliente — diz o CEO Alexandre Santoro, que assumiu a empresa em plena pandemia, em abril do ano passado.

Além da estreia no WhatsApp, Instagram e Facebook, a empresa vai lançar este ano um aplicativo próprio do KFC. A Pizza Hut já tem o seu app — e hoje as compras pelo app só perdem para o volume de pedidos que chegam pelo iFood. 

Após ser bastante impactada pelas restrições ao comério e aos serviços no combate à Covid, a IMC reportou ontem vendas acima do período pré-pandemia. O faturamento no quatro trimestre foi de R$ 764,7 milhões, 52,7% acima do quarto trimestre de 2020 e 21,8% acima do mesmo período em 2019. O Ebitda ajustado foi de R$ 30,5 milhões no quarto trimestre, revertendo a perda de R$ 4 milhões no quatro trimestre de 2020, com margem de 5,6%. 

A empresa também melhorou o perfil da dívida, que encerrou o ano em R$ 269,4 milhões, com índice de alavancagem de 2,9x EBITDA (LTM) abaixo dos Covenants exigidos (5,0x).

No acumulado do ano, a IMC faturou R$ 1,85 bilhão, 60% a mais do que em 2020, e abriu um total de 70 novas lojas, sendo 40 de Pizza Hut, 27 de KFC além da unidade do Frango Assado em Guará (SP), a primeira abertura em 8 anos. 

As três marcas, junto com a rede Margaritaville nos EUA, são o foco de Santoro. A IMC tem ainda outras 12 marcas ou negócios, como Viena, Brunella, Batata Inglesa e outros restaurantes e serviços de catering em aeroportos e hospitais, que aos poucos devem sair do portfólio. — A gente quer sim reduzir o número de marcas e a geografia. Mas todos são rentáveis e não tem pressão nenhuma para fazer um mau negócio. Não vamos fazer nada correndo —  diz ele.

Fonte: O Globo