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Katia Barros detalha planos de expansão da Farm para EUA e Europa

A fundadora e diretora criativa da marca conta como está estruturando as operações na Califórnia e em Miami e fala sobre os planos de lançar uma linha de esqui via e-commerce

Por Paula Merlo

Internacionalizar (de verdade) uma marca brasileira. É isso, mas não apenas, o que Katia Barros tem como desafio em 2022, ano em que a Farm completa 25 anos. Com planos de abrir 50 lojas nos Estados Unidos e na Europa nos próximos três anos, ela jamais esquece da sua jornada de aprendizado até “furar a bolha na gringa”, como diz. “Acredito no produto, mas ter humildade foi essencial”, conta ao lembrar da primeira feira de varejo norte- americana que participou, a Coterie, em Nova York, há seis anos. Foi lá que teve um insight sobre as adaptações que precisaria fazer nos produtos para ajustá-los ao mercado externo. A buyer mais importante do Bloomingdale’s ficou encantada com as peças, mas, ao pegar no tecido, sua expressão murchou. Katia entendeu que precisava mudar sem perder a essência. “Lá fora, a Farm não seria marca resort. Foquei em materiais para invernos rigorosos, nas cores que fariam sentido e abri mão de códigos como a estampa de caju. Nada mais Farm, mas a turma lá fora talvez nunca tenha visto um.”

A flagship em Nova York, inaugurada em 2019, abriu os caminhos para a conquista americana, com direito a pop-ups na Califórnia e um endereço em Miami, além de presença no Bloomingdale’s, Anthropologie, Nordstrom, Neiman Marcus e Saks. Hoje, a Farm Global representa 32% da venda da marca. Em 2022, a expectativa é que esse número suba para 60%e, no ano que vem, seja tão representativo quanto o do grupo Soma. Vale lembrar que, há 25 anos, Katia e Marcello Bastos, sócio-diretor, lançavam a Farm na Babilônia Feira Hype, no Rio, com um investimento de R$ 1.200.

Da Europa, as inglesas Liberty e Net-A-Porter.com estão em conversas com a grife. No fim do ano, o e-commerce lança com exclusividade a linha de esqui da Farm. Ainda este mês, 150 metros quadrados do Le Bon Marché, em Paris, sediarão uma pop-up Amazônia by Farm. “O mercado europeu é mais sofisticado, maduro e exigente com a questão do consumo e do planeta. Graças ao programa Mil Árvores Por Dia [iniciado em setembro de 2020, que atingiu 500 mil árvores plantadas em dezembro passado], somos reconhecidos como uma marca que de fato se preocupa com as questões ambientais”, defende. Segundo Katia, sustentabilidade é prioridade: a Farm tem pontuação o suficiente para ganhar a certificação B, mas que isso não aconteceu por fazer parte de um grupo. Quem também procurou Katia foi o Starbucks da Ásia, que deve contar com um copo Farm, estampado com bananas, em 2022. Se este ano está bem encaminhado, os próximos 25 anos parecem planejados. “Vou trabalhar até os 80. A ideia é ter uma marca longeva, crocante, relevante, que surpreenda. Que a Farm seja sempre sobre vestir felicidade. Quero que as pessoas procurem por nós na Suíça, Austrália, Canadá… Afinal, alegria é um desejo global.”

Fonte: Vogue