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Burger King está confiante na recuperação no Brasil

Embora mantenha uma posição cautelosa, empresa acredita que a retomada dos negócios deve se aquecer até o final do ano

Por Raquel Brandão

Embora prefira manter uma visão cautelosa, Iuri Miranda, presidente do grupo de fast-food BK Brasil, das redes Burger King e Popeyes, está confiante que a retomada dos negócios deve se aquecer até o fim do ano.

Nos primeiros três meses de 2020, a companhia registrou um prejuízo líquido atribuível aos sócios de R$ 162,4 milhões, montante quase três vezes maior do que as perdas de R$ 55,6 milhões do mesmo período de 2020. A receita caiu 13,3%, para R$ 562,6 milhões. O desempenho foi afetado pelas novas restrições determinadas pelos governos municipais e estaduais por causa do avanço da covid-19.

Miranda diz que para o segundo trimestre ainda há impactos nas vendas em relação ao fim de 2020 e os primeiros meses deste ano, mas a comparação será mais favorável ante o mesmo período de 2020, já que a maioria das cidades já começou a flexibilizar as medidas de isolamento. A empresa estima que a recuperação virá no segundo semestre.

“Estamos confiantes de que seja questão de tempo, com avanço da vacina e retomada do ‘on-premise’ [pedidos no balcão]”, disse Miranda, acrescentando, ainda, que o os canais ‘off-premise’ (delivery e retirada) não têm recuado com as reaberturas.

O executivo explica que as vendas em janeiro e fevereiro foram atingidas em menor escala, ficando próximas dos patamares do fim de 2020. “Em março tivemos impacto maior, com quase 40% de nossas lojas fechadas. Mas as vendas de abril já foram melhor que março, e maio começou melhor que abril”.

Outro desafio da operadora de restaurantes é lidar com a pressão dos custos e recuperar as margens. O custo de mercadoria vendida cresceu de 40,9% da receita líquida no primeiro trimestre de 2020 para 41,5% no início deste ano.

“O cenário de commodities segue pressionando custos. A margem bruta refletiu a pressão importante dos últimos meses das proteínas, mas conseguimos passar uma boa parte para o preço. Olhando para frente, acreditamos que isso tende a se estabilizar. Vai voltar para um patamar mais normalizado do nosso negócio no segundo semestre”, disse Gabriel Guimarães, que assumiu a diretoria financeira interinamente após o anúncio de saída de Clayton Malheiros.

A administração da BK Brasil também afirmou que parte dos investimentos futuros será destinada às aberturas de lojas “free standing” (que têm operação de ‘drive-thru’), cujo avanço de receita foi de 5,3% no trimestre comparado a igual período de 2020. Só o drive-thru cresceu 83%. Outras frentes de bom desempenho foram os canais digitais. O delivery saltou 142%, as vendas por totem cresceram 72% e as por aplicativo, 159%.

Fonte: Valor Econômico