22/06/2015
De acordo com fontes próximas, instituição financeira terá capital de até US$ 300 milhões
O HSBC Holdings pretende recriar um banco com capital de até US$300 milhões no Brasil destinado a clientes corporativos depois de vender toda a sua atual operação no País, de acordo com três pessoas com conhecimento direto do assunto.
Um pequeno número de funcionários do grupo britânico será integrado ao novo banco, segundo as fontes, que pediram para não serem identificadas porque a decisão final não foi tomada. O HSBC poderá manter uma das licenças que tem no País, segundo as fontes.
A assessoria de imprensa do HSBC não quis comentar sobre os planos do banco para o Brasil após a venda da operação.
O novo banco deve ter cerca de 200 funcionários e operar negócios como corretora, financiamento a comércio exterior, câmbio, banco de investimento e empréstimos em dólar, segundo uma das fontes ouvidas.
O prazo para abertura da nova unidade depende das negociações de venda da operação atual, já que o comprador poderá pagar um valor extra para obter um acordo de não-concorrência por um certo período, disse uma das fontes.
Os clientes multinacionais do HSBC que têm negócios no Brasil pediram ao banco para manter presença no País, segundo uma as fontes.
O HSBC tem atualmente mais de 20 mil empregados no Brasil e é o sétimo maior banco do País em ativos, de acordo com o BC. O banco tem R$ 145,7 bilhões em ativos e R$ 10,6 bilhões de patrimônio líquido, segundo um relatório financeiro de dezembro de 2014.
No início deste mês, o HSBC anunciou que vai vender a operação no Brasil como parte do plano de redução anual de custos de até US$ 5 bilhões até o final de 2017.
O banco, que teve um prejuízo de R$ 549,1 milhões em 2014 no Brasil, disse que manterá presença no País para atender clientes corporativos.
O Bradesco, o Itaú Unibanco e o Santander Brasil são os três bancos que ainda participam do processo de venda do HSBC no Brasil, disseram fontes no começo deste mês.
O Bradesco é o comprador mais provável, segundo essas fontes. As propostas serão apresentadas em cerca de 15 dias e a venda poderá ser concluída antes de agosto, de acordo com outras três pessoas.
Brasil Econômico – SP