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Varejo precisa se preparar para mudança de hábito do consumidor, diz presidente do Dia

Cliente mais arredio e com menor poder de consumo poderá exigir novas formas de financiamento de bens duráveis, por exemplo. A retomada após a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) vai provocar impactos no varejo decorrentes da mudança de comportamento do consumidor, avalia o presidente da rede de supermercados Dia, Marcelo Maia. O executivo, que assumiu o comando da varejista em 17 de fevereiro, ressaltou em live nesta semana que a nova realidade dos negócios no país deverá provocar uma alteração no portfólio de produtos.

“Vamos ter um consumidor mais arredio e poder de consumo menor. [No setor de] bens duráveis, será preciso pensar em novas formas de financiar o cliente”, disse o executivo, que até 2010 atuou na varejista de eletroeletrônicos Lojas Maia, fundada em João Pessoa (PB) e posteriormente adquirida pelo Magazine Luiza.

A rede Dia, que tem 900 lojas no Brasil, com maior concentração em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, viu um aumento exponencial da demanda a partir de 16 de fevereiro, com a população buscando fazer estoque para a quarentena nas principais cidades.

Maia disse que agora o abastecimento está normal, exceto pelo álcool em gel.

“Nas lojas, a prioridade é a segurança dos trabalhadores e dos clientes. Temos termômetros nas lojas e os funcionários usam luvas para manusear os produtos. Montamos uma operação de guerra e todos os dias nos reunimos em comitê de crise”, afirmou o executivo da rede controlada pelo fundo de investimentos LetterOne, que detém 70% das ações.

 

Fonte: Valor Econômico