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Redes de shoppings investem em soluções digitais

Brasil tem 754 shoppings em operação. Neles, mais de um milhão de profissionais são empregados, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Em 2019, o faturamento desse setor alcançou a marca de R$ 168,2 bilhões. Esse desempenho é amparado por uma cultura nacional, que enxerga nos shoppings não só um momento de consumo, mas também de lazer. Em março, os movimentados centros comerciais do País tiveram que ser esvaziados para atender as medidas de isolamento social necessárias para combater a pandemia da Covid-19. O que surgiu nesse contexto foi uma corrida por parte das administradoras e dos próprios lojistas rumo à digitalização. Esse processo rendeu a criação ou aceleração de uma série de serviços e soluções que passam a fazer, cada vez mais, parte da jornada do consumidor que visita os shoppings do País.

Para minimizar os impactos, as administradoras precisaram se posicionar como uma ponte entre os lojistas e os consumidores, criando serviços que facilitassem esse contato. “A indústria de shoppings passou anos como um síndico”, afirma Leonardo Cid, diretor executivo da brMalls. Segundo o executivo, nos últimos anos, as companhias passaram a enxergar a necessidade de criar soluções para a jornada de compra do consumidor. Concomitante a esse movimento, os investimentos em digitalização, com a criação de aplicativos e e-commerce, entraram no foco.

“Estudamos o modelo de marketplace há mais de dez anos. Não é novo, estamos conversando com os lojistas faz muito tempo”, explica André Moreno, diretor de operações da Iguatemi Empresa de Shopping Centers. Nesse sentido, a pandemia foi o empurrão que faltava para que esses projetos ganhassem destaque. Com os shoppings centers fechados, consumidores e lojistas ficaram mais receptivos a aderir aos canais digitais.

A Iguatemi Empresa de Shopping Centers lançou o marketplace Iguatemi 365 em outubro de 2019. Na época, a plataforma já contava com mais de 80 marcas nacionais e internacionais. O diretor de operações da companhia conta que a crise causada pela Covid-19 potencializou o volume de vendas na ferramenta online e a adesão das marcas. Ao mesmo tempo, a empresa estruturou um sistema de drive-thru nos shoppings que serve como canal de distribuição das vendas dos lojistas. Mesmo com a reabertura dos empreendimentos, o desempenho das soluções continua crescendo em ritmo acelerado. “O cliente precisa ter essa disponibilidade e estamos vendo essas ferramentas concluírem a multicanalidade”, afirma André.

A brMalls também investiu no formato de drive-thru para viabilizar as vendas. Neste mês, a companhia lança os novos aplicativos desenvolvidos para os seus 26 empreendimentos. Os apps contam com a opção de compra online e são integrados ao programa de relacionamento Viva. A colocação de Leonardo Cid no cargo de diretor executivo também faz parte dessa aposta na digitalização. O executivo trabalha com transformação digital desde 2004 e foi sócio fundador da AD.Dialeto, agência de marketing digital adquirida pela Accenture. Antes de assumir, Leonardo atuava como membro externo do Conselho de Inovação da brMalls.

Fonte: Meio e Mensagem