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Quero-Quero reduz dívida líquida durante pandemia

A varejista de material de construção e artigos para casa Quero-Quero realizou nesta quinta-feira sua primeira teleconferência de resultados como companhia aberta, após estrear na bolsa na última segunda-feira (10), e o presidente Peter Furukawa destacou o bom desempenho da empresa durante a pandemia, ressaltando o aumento do caixa.

“Por sermos do setor de construção civil, um serviço essencial, as lojas ficaram fechadas por poucos dias, mas a movimentação caiu bastante em março e abril, ainda assim conseguimos manter nosso caixa em alta, mesmo com restrições. Fechamos junho com R$ 295 milhões em caixa”, disse o presidente.

A companhia adotou estratégias que permitissem o recebimento mais rápido de suas vendas, encurtando os prazos, além de restringir o crédito para clientes de maior risco. A Quero-quero também tomou R$ 60 milhões de empréstimos no primeiro e R$ 30 milhões no segundo trimestre para manter a operação.

Em relação à dívida líquida, os executivos da varejista comentaram a queda de 25% em relação ao trimestre anterior e de 7,5% ante o mesmo período do ano passado, fechando com R$ 185 milhões em dívida ajustada, e a relação de 1,5 vez a dívida líquida pelo Ebitda ajustado.

“O endividamento diminuiu mesmo com a pandemia. A relação dívida pelo Ebitda caiu de 2,1 vezes no ano passado e no trimestre passado para 1,5 vez agora”, disse Furukawa na teleconferência.

Vendas

As vendas no segmento mesmas lojas cresceram 7,2% no trimestre, na comparação anual, com destaque para a recuperação em maio e junho. Segundo a empresa, o indicador de vendas sofreu quedas de 30% em março, no início da pandemia, e 20% em abril, quando reabriu as lojas.

A partir de maio, viu-se uma recuperação, com crescimento de 15% e outros 25% de alta em junho, que permitiu o saldo trimestral positivo.“Em agosto (até ontem) estamos seguindo no mesmo nível de junho, podendo até melhorar, mas estamos crescendo”, completou o presidente.

Abertura de novas lojas

Furukawa disse que o objetivo da companhia também é conseguir abrir 50 lojas até o final de 2020, podendo chegar até a 52, dependendo do andamento da economia. “Não é guidance”, apontou.

O executivo ressaltou que, mesmo com a pandemia atrapalhando os negócios, a Quero-Quero está conseguindo abrir novas lojas. “Buscamos atuar em cidades pequenas, de até 100 mil habitantes, com isso nós criamos um sentimento de proximidade com a comunidade, de pertencimento, isso aproxima bastante. Durante a pandemia nós intensificamos os contatos com clientes por WhatsApp e continuamos dando créditos, tanto que apesar de tudo, nosso caixa aumentou e a dívida diminuiu”, disse.

Fonte: Valor Econômico