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Perdas no varejo brasileiro têm queda de 5,7%

O índice de perdas no varejo brasileiro teve, em 2017, uma queda de 5,7% em relação ao ano passado, de acordo com a segunda edição da pesquisa Perdas no Varejo, realizada pela SBVC e apresentado ontem em São Paulo. Utilizando dados divulgados por 64 empresas de diversos segmentos do varejo, integrantes da Comissão de Perdas, Auditoria e Gestão (CPAR) da SBVC, a pesquisa mostra que o setor de supermercados continua sendo o mais afetado pelo problema, mas é também onde houve o combate mais agressivo às perdas.

Na média, 1,32% do faturamento das empresas pesquisadas é perdido por furtos, roubos e quebras operacionais. O setor de supermercados lidera a estatística, com perda de 1,97% do faturamento, seguido por materiais de construção (1,60%). Em 2016, entretanto, o setor de supermercados perdia 2,26% de seu faturamento, indicando uma redução de quase 13%. “Não surpreende que uma queda tão significativa nas perdas tenha ocorrido no setor, pois historicamente os supermercados são os que mais têm dado atenção ao problema”, analisa Carlos Eduardo Santos, coordenador da CPAR-SBVC.
Embora o índice de perdas tenha recuado sensivelmente, vale o alerta: se extrapolado para todo o varejo brasileiro, que em 2016 movimentou R$ 2,68 trilhões, a perda de 1,32% do faturamento representa um volume perdido de R$ 35,4 bilhões, ou 20% mais que o volume total de vendas do Walmart (terceiro maior varejista do País, segundo o ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro) no ano passado.

A pesquisa também mostra que o varejo ainda não consegue identificar grande parte de suas perdas (na média, 0,75% do faturamento é perdido por causas não identificadas e 0,69%, por causas identificadas). Das causas identificadas, a mais relevante são as quebras operacionais (33,1% do total), seguidas por furtos externos (20,99%) e furtos internos (13,31%), embora esses números variem muito dependendo do segmento analisado. “Estamos falando de um grupo de empresas que tem uma estrutura dedicada à identificação e prevenção de perdas. Certamente, no total do varejo essa é uma questão ainda mais significativa. Felizmente, ele tem entrado na agenda de eficiência e produtividade das empresas”, afirma Santos.

Fonte: Redação

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