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Logística do Mercado Livre ainda está atrás de rivais

O Mercado Livre, que representa 30% do e-commerce brasileiro, reportou na última segunda-feira (10/02) seu balanço trimestral e mostrou que está avançando na redução de exposição aos Correios. A empresa encerrou os últimos três meses de 2019 com mais da metade de seu volume entregue no Brasil pelo Mercado Envios.

Mas qual o tamanho do impacto disso nos negócios da B2W (BTOW3) e do Magazine Luiza (MGLU3)? Por ora, não muito grande. Segundo o analista de Varejo da XP Investimentos, Pedro Fagundes, as companhias nacionais continuam apresentando estruturas logísticas mais desenvolvidas. “A Direct e a Malha Luiza já representam cerca de 90% das entregas de estoque próprio de ambas as empresas”, destacou.

Outro ponto relevante levantado por Fagundes é o crescimento das vendas do Mercado Livre dentro do território brasileiro, que continua forte, mas está desacelerando. O valor total de mercadorias vendidas no site (GMV) cresceu 23% no quarto trimestre ante o mesmo período do ano passado. Porém, foi menor do que o registrado nos dois trimestres anteriores — 24% entre julho e setembro e 27% entre abril e junho.

Para a B2W, a XP espera que a empresa reporte, em seu último resultado trimestral do ano passado, alta de 30,9% do GMV. A estimativa de crescimento de mercadorias vendidas pelo Magalu é ainda maior, de 88,4%.

A recomendação da corretora para os ativos da bolsa brasileira é neutra, com preços-alvos de, respectivamente, R$ 73 e R$ 58.

Fonte: E-commerce Brasil