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Hoteis e varejo estarão entre ramos mais afetados por robôs

De ficção científica, personagens do desenho animado ‘Os Jetsons’ – de Hanna Barbera – e realidade distante, os robôs, com o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), estão passando a fazer de fato parte do dia a dia das pessoas e dos negócios. No setor imobiliário, não é diferente. Já há experiências, por exemplo, em hotéis, nos quais podem atuar como concierges, prestando atendimento ao público, e em lojas e shoppings, promovendo e vendendo produtos.

E quais serão os mercados mais impactados por essas novas tecnologias nos próximos anos? “Apostamos em quatro: hospitalidade, varejo, segurança, e healthcare [prestando serviços como cuidadores de idosos e concierge de hospital, por exemplo]”, diz Alvaro Manzione, cofundador da Pluginbot, plataforma para gestão de IA, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e robôs. Ele participou do GRI Hotéis 2019, ao lado da robô humanóide Pepper, que antecipa um pouco do que será visto pela frente.

Para Manzione, até 2025, todos terão seus robôs. Para tanto, há fronteiras a serem transpostas. A primeira é a da voz. “Hoje, já se fala de voice first. Isso acontece com a melhoria de microfones, como Alexa ou Google Home. Então, há uma tecnologia muito boa para reconhecimento de voz”, analisa.

A segunda fronteira é a da movimentação, permitindo aos robôs, assim como os carros autônomos, mapear o espaço, se localizar e se movimentar. E a terceira é a da robótica dinâmica, com o surgimento dos robôs bípedes, que conseguem andar. “Quando essas três fronteiras estiverem alcançadas em um só robô, teremos um que atenda às expectativas que as pessoas de fato têm”, prevê ele.

Os avanços que veremos pela frente não dizem respeito apenas aos robôs propriamente ditos. A inteligência artificial envolve todo um conjunto de gadgets, numa plataforma multicanal, com múltiplas interfaces, incluindo os próprios celulares.

Como são e serão os custos para a adoção desses progressos? Manzione afirma trabalhar com o modelo de negócio do robô como serviço, e acredita que, como se viu com smartphones e notebooks, com o tempo, os custos dessas novas tecnologias cairão significativamente.

Quanto à preocupação comumente levantada em relação ao impacto dos robôs sobre os empregos, Manzione alega que tendência é oposta e apresenta uma estatística segundo a qual, a cada robô adotado, seriam gerados três empregos. “Trata-se de robôs e pessoas, não robôs ou pessoas.”

Fonte: GriHub