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Franchising reduz queda e se aproxima de faturamento pré-Covid

Relatório da Associação Brasileira de Franchising mostra que, apesar de queda de 35% do 2º trimestre em relação a 2019, no mês de julho a queda foi de apenas 7% comparada ao ano passado; casa e construção saem na frente

Depois de um grande tombo no faturamento no começo do 2º trimestre, em abril, quando o isolamento social por conta do novo coronavírus impactou de vez toda a economia, o setor de franquias começou em julho a dar sinais de recuperação. Se em abril a queda chegou a ser de 48,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, em julho a redução média de faturamento foi de 7,2% sobre o mesmo período de 2019.

Os dados constam do mais recente levantamento realizado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a empresa de pesquisas AGP. Somado todo o 2º trimestre (de abril a junho), a queda média foi de 35,7% em comparação ao ano passado, indo de um faturamento de R$ 43,1 bilhões (em 2019) para R$ 27,7 bilhões (em 2020).

Pela primeira vez desde o início da pandemia, os segmentos voltaram a registrar crescimento no faturamento na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da ABF. Com maior destaque, o segmento de casa e construção registrou um aumento de 36%, seguido por comunicação, informática e eletrônicos, com o segundo melhor desempenho do trimestre.

Serviços e outros negócios (como seguradoras, segmento pet, gestão de ativos financeiros etc.) também obtiveram um crescimento de 9%, alavancados por serviços logísticos e B2B.

Já os segmentos mais impactados negativamente foram entretenimento e lazer, com queda de 90,2%, assim como turismo e hotelaria (-88,8%) e moda (-68,8%). O estudo também apontou que, no segundo trimestre, a taxa de unidades de franquia abertas foi de 1,2%, enquanto de fechamento foi de 4,4%, o que resultou em uma redução do volume total de 3,2%.

A pesquisa confirmou a importância da digitalização dos canais de venda. Houve uma migração das vendas para e-commerce, que passou de 2,1% em 2019 para 2,9% em 2020. Quase 70% das redes alegaram trabalhar com o canal e-commerce, enquanto no ano passado essa taxa era de 61,1%. A participação dos franqueados neste canal também deu um salto, passando de 51,9% para 91,6% entre um ano e outro.

Destacam-se também os aplicativos de delivery (2,1%), aplicativos próprios (0,7%) e as vendas por Whatsapp (1,7%). Além desses meios, as vendas por canais alternativos como venda direta, catálogo e parceiros passaram de 2,7% para 4,9%.

No primeiro trimestre deste ano, até março, quando começou a pandemia no Brasil, a ABF registrou um crescimento médio do faturamento em valores totais de 0,2% em relação ao ano passado.

Fonte: Estadão PME