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Espaçolaser quer crescer na pandemia e investe para atender público negro

Espaçolaser prevê a abertura de lojas e lança serviço que permite depilação efetiva em peles negras, anteriormente tecnologia não era disponível na rede

A pandemia do novo coronavírus obrigou o distanciamento social e, consequentemente, o fechamento das clínicas estéticas. Na rede Espaçolaser, com 550 lojas em todo o Brasil, o desafio foi manter o faturamento mesmo com as portas fechadas, e 40% do previsto para o período foi alcançado.
Isso foi possível graças ao contato via Whatsapp e outros canais com os cerca de 3,5 milhões de clientes, para a oferta de pacotes promocionais para uso futuro. Agora, com apenas 3 lojas fechadas, a rede volta a ter expectativa de faturamento a níveis próximos do período pré-covid, sendo que 2/3 da rede já fatura como antes. Para o fechamento de 2020 a expectativa de receita é de cerca de 1 bilhão de reais, semelhante ao ano passado, enquanto o número de lojas deve ser crescente e chegar a 570.

“Percebemos que a pandemia do novo coronavírus mostrou a importância do bem-estar. As pessoas passaram a dar mais atenção ao autocuidado e o setor de estética se beneficia disso. Além do mais, muitas vezes, ao não poder viajar, por exemplo, a pessoa escolhe fazer um procedimento estético perto de casa”, diz Paulo Morais, presidente da Espaçolaser.

A expectativa positiva para o cenário atual permite que a empresa anuncie um lançamento importante para a ampliação da carteira de clientes: o laser ND YAG, novo método de depilação para peles negras. Anteriormente, a empresa não conseguia atender plenamente as pessoas com de pele 5 e 6 (sendo na escala 1 branca e 6 preta) porque a tecnologia não permitia a retirada do pelo por completo, o que chegou a ocasionar reclamações de clientes inclusive nas redes sociais.

Segundo o executivo, agora isso é possível pela maior atração do ND YAG pela hemoglobina e não pela melanina, como é realizado pelo laser mais usado na rede, o alexandrite. Inicialmente, sete unidades do Rio de Janeiro e de São Paulo começam a aplicar a novidade na qual foi investida 3,7 milhões de reais.

“Compramos a tecnologia e passamos um ano desenvolvendo um protocolo de uso e atendimento para conquistar um novo público e oferecer um serviço pioneiro no país”, afirma Morais. A novidade que começa a ser usada agora em setembro deve chegar a mais pontos da rede ainda este ano.

Em relação a retomada, o executivo afirma continuar com os funcionários que em grande parte foram mantidos mesmo no fechamento das lojas. Segundo ele, cada um dos 3200 funcionários diretos – sendo 96% mulheres – recebe ao menos 100 horas de treinamento quando contratado. “Essas pessoas acompanham nossa cultura e recebem uma capacitação técnica essencial para o modelo de negócio”, diz.

Fonte: Exame