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Embelleze lança venda direta e revê modelo de negócio

Em três anos, a meta é atingir um faturamento de R$ 100 milhões, a partir de um “exército” de 500 mil consultoras

A Embelleze faz o lançamento oficial de seu novo negócio de venda direta domingo, com uma estratégia de diversificação do seu portfólio, que hoje inclui mais de 500 produtos. Dona de uma fatia de 7,3% do mercado brasileiro de produtos para cabelo, a empresa passará a oferecer linhas de maquiagem, cosméticos e, futuramente, até shakes de emagrecimento.

A Embelleze VD (venda direta) tem planos de, em 12 meses, alcançar 100 mil consultoras – dez vezes mais do que o total atual, de aproximadamente 10 mil pessoas. Em três anos, a meta é atingir um faturamento de R$ 100 milhões, a partir de um “exército” de 500 mil consultoras.

A nova empresa de venda direta vai adotar uma estratégia de marketing de rede “soft”, como define seu presidente, Marcel Szajubok. O executivo trabalhou por 19 anos na Natura e atuou na varejista Marisa. “Vamos ter um sistema [de marketing multinível] muito simples, fácil de entender”, conta ele, numa referência aos bônus pagos aos consultores que atraírem mais gente para a força de vendas da empresa, alavancando o faturamento.

Não por coincidência, Szajubok comandava até o fim de 2018 as operações no país da Jeunesse. A empresa americana de cosméticos tem o marketing de rede como peça-chave de sua estratégia de expansão. Na Embelleze VD, além de exercer a função de presidente-executivo, Szajubok é um dos sócios no negócio.

As vendas do varejo ao consumidor final no mercado nacional de produtos para cabelo somaram R$ 21,62 bilhões no ano passado, segundo a Euromonitor International. A empresa de pesquisa de mercado projeta para 2023 vendas totais de R$ 24,76 bilhões nessa categoria. Com 7,3% de participação de mercado no ano passado, a Embelleze estava atrás de Unilever (22,3%), L’Oréal (20,1%), Coty (7,8%) e P&G (7,7%), conforme números da Euromonitor.

Para expandir o portfólio de produtos, a Embelleze VD planeja lançar linhas de produtos a cada três meses. Já está previsto, por exemplo, o lançamento de cremes para redução de medidas (com a marca Spa Embelleze) e suplementos à base de colágeno e ômega 3. “A empresa começa a entrar em outras categorias de beleza”, diz Szajubok. “Não são os mesmos produtos que estão no varejo.”

A investida no mercado de venda porta a porta foi pensada a partir de mais de 350 pontos de apoio no país – são as unidades do Instituto Embelleze. A rede de franquias é voltada à formação profissional na área de beleza e a comercialização de produtos.

Szajubok explica que as unidades do instituto funcionarão como minicentros de distribuição. Consultores e clientes poderão escolher entre receber os produtos encomendados em casa ou retirá-los no Instituto Embelleze.

De acordo com o presidente-executivo da Embelleze VD, a empresa de venda porta a porta atuará tanto nos moldes tradicionais quanto nos meios digitais. Os catálogos impressos também estarão disponíveis em versões digitais, que permitirão o envio de pedidos pelo aplicativo WhatsApp.

A fabricação dos novos produtos será feita por terceiros, incorporando componentes desenvolvidos pela Embelleze. “Não faz sentido criar uma fábrica apenas para produzir maquiagem”, diz Szajubok, referindo-se à marca E-make, que será lançada domingo.

Fonte: Valor Econômico