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O que um pesquisador descobriu ao estudar o e-commerce em favelas

Enquanto as empresas se empenham em expandir suas operações de comércio eletrônico, precisam atentar para as experiências distintas que oferecem aos consumidores.

Um estudo feito por Leandro Pongeluppe, de 30 anos, pesquisador brasileiro na Universidade de Toronto, revela que uma entrega na favela é, em média, 10% mais cara que num bairro regularizado. A descoberta resulta de cinco meses de simulações de compras em 11 lojas de comércio eletrônico feitas a partir de 300 residências de 21 favelas e seus entornos.

As variáveis do preço da entrega são bem mais complexas do que a distância entre o depósito e o endereço final. “Quanto mais dentro da favela, mais cara e demorada é a entrega”, diz Pongeluppe, especializado em gestão estratégica. “A cada quilômetro adicional, o frete aumenta em média R$ 30, e a entrega leva mais dois dias.” Chamou-lhe a atenção alguns varejistas não cobrarem fretes diferentes para entregas em favelas ou bairros regularizados.

Com os dados em mãos, Pongeluppe se hospedou em algumas favelas para entender o motivo. “No caso da Rocinha, no Rio de Janeiro, verifiquei que as compras no site podem ser retiradas em lojas que a rede mantém dentro da favela”, diz. “E o fato de um determinado gerente conhecer pessoalmente os consumidores é relevante nessa economia local, que é mais dinâmica do que se imagina.”

Frete na Favela (Foto:  )
legenda branca fake (Foto: d.)

Fonte: Época Negócios