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De cada 10 pessoas, 2 compraram online pela primeira vez em 2020

Segundo o Mercado Livre, 60% dos consumidores aumentaram seu volume de compras pela internet devido à pandemia

Por Nathalia Laghi

Uma pessoa que já fazia compras on-line antes da pandemia de covid-19, provável intensificou esse hábito nela, principalmente devido ao isolamento social. Esse, inclusive, pode ter sido um passo natural para ela. Para muitos, no entanto, foi uma grande novidade. Uma pesquisa do Mercado Ads, divisão de publicidade do Mercado Livre, mostrou que a cada 10 consumidores, dois compraram pela primeira vez pela internet em 2020.

A pesquisa ainda mapeou que, nesse mesmo exemplo, seis consumidores aumentaram suas aquisições em e-commerces no período, enquanto apenas uma manteve os mesmos hábitos de antes.

Ainda de acordo com a pesquisa, 60% dos novos consumidores voltaram ao Mercado Livre para fazer novas compras após a primeira experiência no site. “Ou seja, para muitos, fazer pedidos on-line tornou-se um hábito e não mais apenas uma situação pontual”, afirma Fernando Yunes, líder do Mercado Livre no Brasil.

O estudo também notou que os consumidores ficaram mais dispostos a conhecer diferentes seções. “Os consumidores incluíram em torno de outras três categorias em seus carrinhos, diversificando cada vez mais os seus pedidos”, diz o executivo.

A assiduidade dos pedidos também se tornou mais frequente. Em 2019, os compradores considerados “leais” (ou seja, que faziam mais compras on-line do que a média) faziam aquisições a cada 17 dias. Em 2020, o intervalo foi de 13 dias.

Já entre o grupo de consumidores considerados “frequentes”, a média passou de 77 dias, em 2019, para 39 dias em 2020. Por fim, os consumidores “esporádicos” (que só fazem compras pontuais) fizeram seus pedidos a cada 63 dias em 2020. No ano anterior, o intervalo era de 274 dias.

Produtos comprados

Essas mudanças se refletiram também no tipo de produto que passou a ser comprado pela internet. Segundo o Mercado Livre, um dos grandes destaques de 2020, foi a seção de calçados, roupas e bolsas. O levantamento mostrou que 17% dos novos compradores ingressaram na plataforma por esta categoria, seguida por acessórios para veículos (12%) e produtos de casa, móveis e decoração (11%).

A adoção do home office e a necessidade que ele trouxe de adaptar a casa para se tornar também um ambiente de trabalho foi evidenciada no levantamento. Tanto, que o item líder no ranking de buscas, em julho e agosto de 2020, foi o notebook. A categoria registrou crescimento de 224% em número de pedidos em comparação a 2019. Na seção de materiais escolares, o volume de pedidos aumentou 308%, em relação a 2019.

Brinquedos e itens de diversão e lazer também ganharam força no ano passado. Os bonecos e bonecas tiveram uma alta de 176% no volume de pedidos. Já os carrinhos cresceram 139% e os jogos de tabuleiros, quebra-cabeças e cartas tiveram crescimento de 75%.

Segundo o levantamento, casa e decoração foi a categoria número um em visitas. “Com o isolamento social e a necessidade de permanecer em seus lares, muitos usuários demonstraram interesse em itens de casa, móveis e decoração”, conta Yunes. “Também se destacou a categoria de ferramentas, que cresceu 101% no volume de pedidos”, reitera o executivo.

Dentro dela, os produtos que tiveram maior aumento na quantidade de compras foram itens de decoração e mesa (223%), utilidades domésticas (139%), jardim e exteriores (127%) e iluminação (84%).

Supermercado

A procura por itens de supermercado on-line também teve um incremento. Segundo o Mercado Livre, o mês de novembro foi o que registrou o maior volume de visitas. “Nossa categoria de supermercado está com o sortimento bastante completo e temos crescido com taxas muito altas”, afirma Yunes.

Outro favorito dos usuários foram os produtos de autocuidado. As vendas de itens de cuidados com a pele cresceram 115%, de cuidados com o cabelo, 86%; e de maquiagem, 78%.

Fonte: Valor Invest