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Para Dafiti, dados, automação e IA serão questão de sobrevivência

“Ouso da automação e da IA (inteligência artificial) já é uma necessidade em diversos negócios. E é bom que empresas do segmento do varejo comecem a utilizar, pois muitas simplesmente não sobreviverão sem essas tecnologias”. Essa foi uma das frases de Philipp Povel, CEO e co-fundador da Dafit Group, no Fórum E-Commerce Brasil 2020 – Global Edition. Ele e Malte Huffmann, co-fundador e MD da companhia, reforçaram no evento a importância de se atentar às tecnologias.

E toda essa preocupação não foi à toa. Os executivos afirmam que a IA já impacta o mundo todo, com 60% do seu uso concentrado nos EUA e Japão — a América Latina, infelizmente, ainda engatinha nesse sentido, com ínfimos 5,4% de participação. “Dentro desse cenário, por outro lado, o Brasil é o país que mais tem buscado investir no recurso, o que é uma boa notícia”, afirmou Philipp.

E eles não exageram quando afirmam que a cultura da captação e análise de dados deve ser uma prioridade das empresas. Segundo um estudo apresentado, estima-se que em 2020 serão gerados 50 petabytes, ou algo como a capacidade de armazenamento de 1.5 trilhões de iPhones Max Pro. “Não é nenhum exagero o consenso de muitos afirmarem que os dados são o novo petróleo e a IA representar a mesma importância que a eletricidade teve para a humanidade”, declarou Philipp. Vale lembrar que a empresa é uma das pioneiras da moda a usar essas ferramentas nas operações e, somente em 2019, teve um faturamento de R$ 2,5 bilhões, com quase 6 milhões de clientes ativos.

Não basta captar dados, é preciso interpretá-los

Para Malte, um dos pontos mais importantes dentro das empresas que buscam investir na cultura de dados é, antes de tudo, mudar o mindset dos times para buscar soluções aos problemas utilizando a IA. “é preciso demandar dentro das empresas times multidisciplinares, e a organização deve estar preparada pra isso antes de tudo”. Nesse caso, ele ressalta a importância do investimento na estrutura de trabalho, como infraestrutura na nuvem, times analíticos, entre outros. “Outro ponto que eu gosto de reforçar é que, para integrar a IA à análise de dados é preferível que o negócio comece pequeno e crescer posteriormente. Não é preciso reinventar a roda, pois há muitos algoritmos prontos e empresas muito avançadas para ajudar em relação a isso”, afirmou.

Antes de captar os dados, segundo Philipp, o mais importante está em interpretá-los e entender o que fazer com eles. “Por isso mesmo a Dafiti nasceu como uma empresa de tecnologia. Sempre tivemos pessoas com viés analítico, capazes de analisar e entender. São engenheiros próprios pra isso, direcionados à moda, claro. Nosso foco sempre foi buscar facilitar a análise. Por isso criamos uma cultura interna baseada nessa necessidade”, frisou.

Dados e IA na prática

Uma das recentes práticas do uso de dados aliado a IA na Dafiti ocorre no processo de picking na companhia. Segundo os executivos, produtos da expedição são armazenados em um cubo modular, que pode ser ajustado de acordo com as necessidades. No processo, robôs automatizados realizam o processo de picking e entregam aos organizadores, que adquam nas caixas. “No futuro esse processo provavelmente será totalmente automatizado”, afirmou Malte, completando que o tempo de expedição foi extremamente reduzido, assim como o das entregas.

Fonte: E-Commerce Brasil