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Como funciona a cultura de inovação do Grupo Boticário

Para acompanhar as transformações enfrentadas pelo setor de beleza, o Grupo Boticário tem trabalhado fortemente o uso da inteligência artificial e da ciência de dados para chegar a melhores produtos e processos. Nesse sentido, a companhia investiu R$ 37 milhões em uma moderna estrutura, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, que conta com centenas de pesquisadores, parcerias com universidades e laboratórios nacionais e internacionais, além da capacidade de desenvolver até 2,5 mil novos produtos por ano.

Em um exemplo de como o desenvolvimento de novos produtos funciona, na procura por novas cores de batom, o time de pesquisa em maquiagem buscou compreender a preferência das consumidoras e prever suas necessidades futuras por meio de tecnologias de IA. E a partir de cálculos matemáticos e com métodos combinados, entre os hábitos de consumo online e nas lojas físicas, foi possível desenvolver novos tons, a partir dos itens mais solicitados. 

A inovação no Grupo Boticário vai além dos produtos, chega ao modelo de trabalho das revendedoras e às lojas. 

Em entrevista exclusiva ao Whow!, Daniel Knopfholz, CIO da companhia, fala sobre os desafios e processos da empresa para inovar constantemente. Confira a conversa na íntegra abaixo:

Whow!: Quais foram os principais desafios recentes enfrentados pelo Grupo Boticário?
Daniel Knopfholz, CIO do Grupo Boticário: Acredito que os últimos meses tenham sido desafiadores para todas as empresas. A falta de respostas sobre até quando essa pandemia fará parte das nossas vidas nos deixa em alerta constante. Nesse cenário, ter a cultura de inovação pulsando em diferentes setores na empresa faz diferença, sobretudo, na capacidade de adaptação. Felizmente é o nosso caso no Grupo Boticário. Os desafios foram manter todos os nossos times operando normalmente mesmo estando em home office. E a resposta foi muito positiva. Avançamos alguns projetos previstos para os próximos anos em alguns meses. Aceleramos os processos de aprovação de produtos e cultivamos a segurança dos nossos times, que evitam viagens que antes eram comuns entre os dois sites.

W!: Quais foram os principais avanços na companhia durante a pandemia?
DK: Na frente focada em força de vendas, também tivemos um grande salto: O Boticário e Eudora passaram a oferecer soluções financeiras aos seus revendedores via o “Minha Revenda Digital”, desenvolvido pela Mooz, o braço financeiro do Grupo. A solução tem ajudado na gestão financeira e inclusão digital de pequenos empreendedores. O Boticário também lançou um novo modelo de loja que traz várias ferramentas tecnológicas usadas pela primeira vez em um varejo de beleza como realidade aumentada, espelho interativo de make, pick up store e pagamento com celular. O período de isolamento social também potencializou o serviço de omnichat que interligou lojas fechadas a clientes pelo WhatsApp em um sistema de atendimento disponível em cidades de 17 Estados, unindo a praticidade do ambiente digital com a entrega em domicílio, realizado pela loja mais próxima.

W!: Quais são os focos de atenção atuais dos times de tecnologia e inovação?
DK: Com todos esses avanços, seguimos dedicando boa parte do tempo dos times de tecnologia para a melhoria contínua da experiência do consumidor. Nesse sentido, aplicamos cada vez mais as metodologias ágeis de testes rápidos e prototipagem para trazer soluções dentro de casa, o que tem funcionado muito bem e vai nos dar mais velocidade de resposta no varejo.

W!: Como é vista a cultura de inovação na empresa?
DK:A inovação faz parte do DNA do Grupo Boticário desde a fundação da primeira farmácia de manipulação que deu origem à marca O Boticário em 1977. Ela está presente no nosso jeito de fazer as coisas: desde as competências avaliadas em cada uma das entregas dos colaboradores até as soluções de negócio e para as necessidades do nosso consumidor. Temos uma crença muito forte de que a transformação digital acontece quando as nossas pessoas se transformam. A partir dessa cultura e da forma como nos dirigimos aos nossos clientes, na experiência digital e experiência de compra como um todo, é que construímos todas as soluções.

Claro que, para construir essa cultura, é fundamental contarmos com parceiros no Brasil e no exterior para a execução e diversos projetos em colaboração. Temos parcerias ativas com importantes universidades: USP, UNESP, Paris XI, UCSF, UFG, UTFPR, parcerias ativas com empresas e institutos de ciência e tecnologia como IPT, LNBio, Instituto Senai de Inovação nas áreas de eletroquímica e polímeros e projetos em parceria em andamento com vários de nossos fornecedores estratégicos, como Solabia, Givaudan, Beraca, Symrise e Basf.

W!: Como a tecnologia está integrada no processo de inovação?
DK:O Grupo Boticário une o melhor de uma grande empresa sólida, com 40 anos de história, aos modelos ágeis e tecnologias voltadas a soluções disruptivas. Somos sete grandes marcas e temos uma estratégia multimarca e multicanal. Cada novo processo, lançamento e solução exige eficiência, habilidade e inovação. Acreditamos que é através da tecnologia é que vamos manter a velocidade e o dinamismo. Acreditamos que a tecnologia é fundamental para revolucionar toda a nossa jornada, da pesquisa e desenvolvimento de produtos até a venda final para nossos consumidores. É assim que vamos nos manter à frente com um negócio sustentável.

W!: Quais modelos para inovar estão mais presentes hoje na empresa?
DK:Inovação é o ato de resolver um problema. O que estamos construindo é que a inovação esteja presente na cabeça de todos os colaboradores e com foco no cliente. Para isso, nos últimos dois anos, o Grupo Boticário criou três laboratórios de inovação com time 100% dedicado. Temos exemplos de aplicação de soluções em todas as áreas da empresa, incluindo industrial, suprimentos, P&D, marketing e comercial. Desde 2017, por meio de metodologias ágil, design thinking e design sprint, surgiram mais de 120 iniciativas cocriadas dentro da organização. Temos também processos de produção que equilibram inovação e sustentabilidade: é o caso das emulsões corporais, que utilizam tecnologia a frio. Com isso, usamos 48% menos de matéria-prima e diminuímos em 72% o tempo de fabricação e o consumo de energia.

W!: Como está a o Grupo Boticário tem se relacionado com as startups?
DK: Agora, estamos implementando um programa de aceleração de startups que tenham soluções para otimizar processos e reinventar a indústria da beleza. Serão selecionadas startups de base tecnológica em fase inicial, mas que já tenham suas soluções sendo testadas no mercado. As empresas escolhidas terão um acompanhamento dos times de inovação do Grupo Boticário para acelerar e escalar o seu negócio. As inscrições abrem em novembro.

Fonte: Whow