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Carrefour vai investir até R$ 2 bi no Brasil em 2019

O Carrefour ampliou sua previsão de investimento para o Brasil em 2019 e poderá chegar a R$ 2 bilhões aplicados no país. Em setembro, o comando da companhia havia informado que a expectativa era manter o mesmo total previsto para 2018, R$ 1,8 bilhão.

Segundo Nöel Prioux, presidente do Carrefour no país, os recursos adicionais poderão ser necessários para acelerar a estratégia de expansão de lojas, além de financiar novas iniciativas de meios de pagamento, aumentar as vendas pela internet e ampliar o uso de dados para personalizar as ofertas enviadas aos clientes. Hoje, 68% das compras feitas na rede são identificadas – já que os consumidores usam o aplicativo de descontos Meu Carrefour, lançado há um ano e meio. “Estou convencido que 2019 será um ano bom”, disse o executivo ontem em São Paulo.

O plano de expansão prevê a abertura de 20 pontos da bandeira de atacarejo Atacadão. De acordo com Prioux, metade das inaugurações será feita para consolidar a presença em cidades de grande porte onde a rede já está presente. Nesse caso, o modelo de lojas poderá ser menor. O restante das inaugurações ocorrerá em cidades com cerca de 140 mil habitantes. Em 2018 o Carrefour abriu 20 lojas do Atacadão, chegando a 164 unidades no país. O grupo tem ainda 101 hipermercados, 45 supermercados Carrefour Bairro e Market e 123 Carrefour Express.

Prioux não deu previsão de quantas unidades dos formatos Express e Market, de menor porte, pretende abrir em 2019. De acordo com ele, o plano ainda está sendo elaborado, aguardando a confirmação de tendências que vem se apresentando. “Temos boas ideias [que estão sendo implantadas] e preferimos esperar um pouco, para em algum momento acelerar a expansão”, disse. O executivo disse que o Carrefour tem mapeados 400 pontos onde pode instalar esse formato de loja. “Essa é uma primeira visão. O número pode ser até maior”, disse.

Ao longo de dezembro a rede começa a testar em algumas lojas Express um modelo de pagamento com aplicativo, em que o cliente usa o celular e não precisa passar pelo caixa. Basta usar o aparelho para ler o código de barras do item. O débito é feito em um cartão previamente cadastrado. Segundo Sébastien Durchon, diretor financeiro da companhia, o modelo traz o risco de aumento nas perdas por roubo, por isso precisa ser bem trabalhado.

Perguntado sobre a expectativa para as vendas de Natal, Prioux afirmou que acredita poder haver uma expansão entre 4% e 5%. De acordo com ele, neste ano o Carrefour vai oferecer aos seus clientes opções de embrulho de itens comprados, o que pode ajudar a impulsionar as vendas.

Segundo ele, ainda não foi possível sentir nenhuma mudança na estratégia do concorrente Walmart depois da venda de 80% da operação no Brasil para a gestora de private equity Advent Internacional, anunciada em junho. “Acredito que eles possam fazer uma virada na companhia, mas isso não será fácil. É difícil fazer isso em um momento em que está todo mundo crescendo”, afirmou Prioux.

No terceiro trimestre, a receita líquida do Carrefour no país subiu 8,9%, para R$ 13,5 bilhões. A margem ajustada de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) passou de 6,3% para 7,8%.

Fonte: Valor Econômico