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No Burger King, a ousadia que gera resultados

Em tempos de marketing digital, alta velocidade na comunicação com o cliente e na tomada de decisões, a criatividade tem um papel ainda mais importante na construção de diferenciais claros para as marcas. Nem sempre, porém, isso está claro para os executivos das empresas.

“Acho incrível como em muitas empresas até mesmo os executivos de marketing não entendem o quanto é fundamental ter ideias grandes, criativas e ousadas que façam o negócio e a marca andar para a frente”, diz Fernando Machado, CMO do Burger King. “Em um mundo que é data driven e que pensa em curto prazo, essa é provavelmente uma das razões que explicam por que os executivos de marketing duram tão pouco nas empresas”, completa.

O caso do Burger King é emblemático: nos últimos anos, a marca avançou em todo o mundo com base em ações de marketing divertidas, irreverentes e que não têm medo de provocar a concorrência. “O que a gente tenta fazer é ter muito claro quais são os objetivos estratégicos para a marca e para a empresa para, a partir daí, adaptar a cada mercado onde atuamos”, explica. Sem poder, ao contrário do maior concorrente, patrocinar grandes eventos como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, a marca vai por outro caminho. “Preciso fazer ações mais personalizadas e que gerem muito impacto. Por isso a criatividade é, para nós, uma fonte de vantagens competitivas”, afirma.

Foi o que levou a rede a fazer delivery no caótico trânsito da Cidade do México, resultando em aumento de 63% no volume de entregas e 44 vezes mais downloads do app da marca. “Sabíamos que precisávamos investir em delivery, mas um anúncio na TV ou patrocínio não resolveria. Não tenho verba suficiente para mudar a cultura local. Então olhamos para o que poderia ser relevante para o consumidor e vimos que entregar no trânsito, durante um engarrafamento, era incrivelmente relevante para aquele público específico”, comenta.

Para que isso seja possível, não basta que o comando da empresa se disponha a fazer as coisas de um jeito diferente. “Claro que não é o Fernando fazendo as coisas. Posso ajudar, trazer talentos e orientar as pessoas, mas se você não tiver um time preparado e com liberdade para tomar decisões e agir rapidamente, nada funciona”, afirma.

O resultado é uma espécie de “motor de criatividade” que, atuando em formatos diferentes de mídia, especialmente no digital, gera ideias continuamente e aumenta o poder da marca em ganhar a atenção dos consumidores. “Não importa qual seja o canal ou a tecnologia usada, você continua precisando de ideias que movam as pessoas”, conclui o executivo.

Fonte: OasisLab