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O Burger King vai até você. Até no trânsito

O Burger King está ampliando o conceito de delivery: agora, ele vai até a porta do carro. Com uso de dados em tempo real das condições de trânsito e da localização dos motoristas, a rede de fast food montou um serviço de delivery para regiões de tráfego intenso. O serviço estreou esta semana em Los Angeles.

A ação usa o Google Maps para identificar a localização exata e a velocidade dos veículos. Quando um cliente potencial entra em uma “zona de entrega” – regiões de tráfego intenso localizadas a um raio de até 3 quilômetros de um restaurante do Burger King – ele recebe propagandas e notificações pelo Waze ou pelo app do BK.

Para evitar que a conta do lanche venha acrescida de multa de trânsito, o pedido só pode ser feito por comando de voz. E está limitado ao combo Whopper regular, que vem com fritas e refrigerante ou água.

No México, onde o BK fez um piloto, o status das entregas era exibido em grandes outdoors eletrônicos espalhados pelas vias congestionadas – com informações com o nome do cliente, o modelo e cor do carro e a previsão de entrega.

São Paulo – que está entre as cinco cidades com o pior congestionamento do mundo – está no radar, mas sem data definida.

A iniciativa é uma ação publicitária: criação da We Believers, uma butique independente de Nova York. Deve gerar mais barulho do que impacto nas vendas.

Mas é mais um exemplo de que a batalha para manter os millennials comendo hambúrguer será travada também nos meios digitais. Recentemente, o McDonald’s comprou uma empresa de big data e inteligência artificial para tentar prever o comportamento, os gostos e as demandas do consumidor, e com isso otimizar vendas e até a cadeia de suprimentos.

Com a consolidação do comportamento omnichannel do consumidor — um conceito que já se tornou mais batido que ‘disrupção’ —, as redes de restaurantes estão correndo atrás de melhorar a experiência no delivery mundo afora.

Para o fast food, a modalidade de entrega tem se mostrado incremental aos pedidos na loja, isto é, os consumidores que pedem a comida online normalmente são aqueles que não costumam frequentar os pontos físicos.

Fonte: Brazil Journal