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Por que o Beleza na Web também foi para a loja física

Em 2016, o e-commerce Beleza na Web registrou faturamento perto dos R$ 200 milhões, o que representou crescimento de 50% sobre o ano anterior, segundo seu CEO e fundador Alexandre Serodio. Já na semana passada, a empresa inaugurou oficialmente uma loja física no bairro de Moema, em São Paulo. O local já funcionava há alguns meses no sistema “soft opening”. Mas se o desempenho da empresa que se intitula “o maior e-commerce de beleza da América Latina” é tão bom na web, por que abrir uma loja física?

“Com esse espaço queremos reforçar a marca. Enxergamos que a loja física é uma extensão do Beleza na Web, onde conectamos, profissionais do porte de Celso Kamura, Wanderley Nunes, e Julio Crepaldi às pessoas. A loja serve para expandir o conceito de conteúdo e educação para as clientes”, explica Serodio.

O executivo não divulga o investimento na loja, que possui dentro dela um salão de beleza W Basic (a versão menor da rede Studio W, do cabelereiro Wanderley Nunes), além de um visual merchandising muito interativo e tecnológico. “O que subirmos no online estará na loja ao mesmo tempo”, garante o CEO do Beleza na Web, que possui mais de 278 marcas e 15 mil itens no portfolio e também abriu ano passado um estúdio de 800 metros quadrados para influenciadoras digitais gerarem conteúdo.

A intenção é que, após um processo de maturação dessa primeira experiência em loja física, outros pontos sejam inaugurados. Mas o objetivo principal é reforço de branding aliado a serviços, já que o crescimento online, segundo Serodio, é muito agressivo em relação ao físico e a receita numa loja física, mesmo quando se está vendendo acima do esperado – caso da unidade de Moema – ainda fica aquém do e-commerce. Ele afirma, ainda, que há muito o que aprender em termos mesmo de desenvolvimento de tecnologia, gestão de estoques e inovação, antes de se começar a investir numa expansão.

Sobre o contexto de mercado retraído, em consequência da situação econômica do País, Serodio já se mostra mais ousado. “Crise existe para quem olha para ela, ou você vende lenço ou chora. Enquanto outros têm receio de investir, nós investimos bastante. Temos obrigação de ampliar a penetração do mercado de beleza no digital, que é irrisória, no Brasil”, afirma. O que ele chama de irrisório é uma penetração de 1%, enquanto em países mais desenvolvidos o índice é de 10%.

Para o executivo, no entanto, o desempenho do mercado nacional significa apenas que existe muito potencial a ser explorado e ele, ainda que ressaltando os desafios tributários e logísticos do País, não delega a ninguém a culpa pela baixa penetração: “Nosso maior inimigo hoje somos nós mesmos, que queremos fazer muita coisa ao mesmo tempo. Execução é o maior desafio”, afirma.

Fonte: Meio e Mensagem

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