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Como a Amazon se tornou o “negócio dos sonhos”

A Amazon é uma das apostas de todo o mundo para atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão. A companhia é uma das mais inovadoras de todo o mundo e faz disso: ela é uma eterna startup. Ela quer ter mentalidade de startup, cabeça de startup e agir como uma startup até o fim dos tempos dela.

Isso por conta da mentalidade de Jeff Bezos, seu fundador, que quer que a empresa continue inovando por todo o tempo que ela existir. Para ele, é óbvio o que vai acontecer com as empresas que não inovam: a morte.

“O que realmente importa é que as companhias que não continuam a experimentar, as companhias que não abraçam o fracasso, elas eventualmente chegam em uma posição desesperada onde a única coisa que elas podem fazer é uma manobra desesperada no final de suas existências corporativas”, disse o CEO.

É o que muitas empresas fazem: a Kodak, por exemplo, inventou a câmera digital, mas só foi usar essa invenção mesmo próxima da sua falência. Embora esteja em Seattle, a Amazon é uma das empresas que melhor personificam a mentalidade do Vale do Silício – que você pode conhecer aqui.
Crenças já estavam escritas na 1ª carta

A maior parte das crenças de Bezos que norteiam a empresa estavam explícitas na primeira carta a acionistas da Amazon, em 1997. “Acreditamos que a métrica fundamental para nosso sucesso vai ser o valor que criamos para o acionista no longo prazo. Esse valor vai ser um resultado direto da nossa habilidade de estender e solidificar nossa posição de líder de mercado”, escreveu naquela época.

A filosofia da Amazon: liderar o mercado para poder se tornar referência ao longo do tempo. “Quanto mais forte for nossa liderança de mercado, mais forte é nosso modelo de negócios. Liderança de mercado pode se traduzir diretamente como receitas maiores, lucratividade maior, velocidade de capital maior e melhores retornos sobre capital investido“, disse Bezos em 1997.

Em 2014, Bezos escreveu exatamente o que ele acreditava ser o negócio “dos sonhos” que ele queria casar – e notou que a Amazon se encaixava na sua crença. “Um negócio dos sonhos precisa oferecer quatro características. Consumidores amam isso, pode crescer para um tamanho muito grande, tem fortes retornos de capital e é durável em tempo, com a capacidade de durar décadas. Quando você encontra esses elementos em uma empresa, não a passe adiante, case com ela”, destaca.

Para alcançar essa “excelência” esperada, Bezos definiu qual seria a filosofia que faria a empresa funcionar nos próximos anos. “Nós vamos fazer nosso trabalho com nossas ferramentas usuais: obsessão pelo consumidor ao invés de foco na competição, paixão por invenção, comprometimento para excelência operacional e vontade para pensar no longo prazo“, escreveu em 1997.
As metas da Amazon, escritas em 1997:

1) Vamos continuar a focar 100% nos consumidores

2) Vamos continuar a tomar decisões de investimento pensando na liderança de mercado no longo prazo ao invés de considerar a lucratividade de curto-prazo ou as expectativas de Wall Street

3) Vamos continuar a medir todos nossos programas e efetividade de nossos investimentos analiticamente, para acabar com aqueles que não produzem resultados aceitáveis e aumentar os investimentos naqueles que funcionam. Vamos continuar a aprender tanto dos nossos sucessos quanto dos nossos fracassos.

4) Vamos continuar a tomar decisões de investimento audaciosas ao invés tímidas onde podemos perceber uma possibilidade de ganhar a liderança do mercado. Alguns desses investimentos vão se pagar, outros não, e vamos ter aprendido uma lição de qualquer jeito.

5) Quando forçados a escolher entre melhorar a aparência do nosso balanço e maximizar o valor presente do nosso fluxo de caixa, vamos ficar com o fluxo de caixa.

6) Vamos dividir nossas estratégias com o mercado quando fizermos decisões audaciosas (no máximo que a competição permitir). Assim, você pode decidir por si próprio se você está fazendo decisões de investimentos racionais no longo-prazo.

7) Vamos trabalhar duro para gastar com sabedoria e manter nossa cultura de austeridade. Entendemos a importância de continuar reforçar uma cultura consciente com os custos da empresa, principalmente em negócios que estiverem perdendo dinheiro.

8) Vamos balancear nosso foco em crescimento com ênfase lucratividade de longo prazo e gestão de capital. Nesse estágio, escolhemos priorizar crescimento por acreditar que escala é central em capturar o potencial de nosso modelo de negócios.

9) Vamos continuar a contratar e reter empregados versáteis e talentosos, e continuar a melhorar o pagamento deles com opções sobre ações e não dinheiro. Nosso sucesso está largamento afetado pela nossa habilidade de atrair e reter uma base de empregados motivada, no qual todos precisam pensar e agir como donos.

Fonte: Startse

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