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Por clientes, redes de alimentos seguram preços

24/01/2016
Mercado Aberto

As empresas de grande porte do setor de alimentos aumentaram menos os seus preços do que o resto do mercado no ano passado.

Pelos dados do IPCA do IBGE, a alta do item alimentação foi de 11,41%.

As empresas que fazem parte do IFB (Instituto Foodservice Brasil), como Ambev, McDonakTs, Coca-Cola e BRF, subiram seus preços ao consumidor em 9,6%.

O aumento que as empresas repassaram é mais baixo porque conseguem insumos mais baratos. Elas têm poder para negociar com os fornecedores, diz Alexandre Guerra, presidente do IFB.

“É uma vantagem competitiva, sem dúvida. 0 índice é menor que o dos concorrentes pulverizados. Nossa preocupação agora é manter o consumidor dentro dos nossos restaurantes.”

No Habib’s, o aumento dos preços no ano passado foi de 7%, diz Mauro Saraiva, diretor-executivo do grupo. “Adotamos uma estratégia comercial agressiva, de fazer muitas promoções, que vamos reprisar em 2016.”

Para conseguir segurar aumentos neste ano, pretendem fechar acordos com fornecedores, a mesma estratégia usada em 2015.

Um modelo de negócios mais enxuto também explica o porquê de as grandes redes terem conseguido conter aumentos de preços, diz Nelson de Abreu Pinto, presidente do sindicato de restaurantes de Sao Paulo.

“Os custos são diferentes, não têm tantos garçons, a lavanderia é mais barata etc.” A recomendação dele é que os restaurantes “queimem gordura” e segurem preços para evitar perda de clientes.

Folha de S. Paulo – SP