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Lojas reformadas do Extra retomam expansão

01/07/2015 às 05h00

Por Adriana Mattos | De São Paulo

O Grupo Pão de Açúcar registrou expansão de um dígito nas vendas das lojas da rede de hipermercados Extra que estão sendo reformadas desde abril, no principal projeto de recuperação de resultados promovido pela companhia hoje, informou em relatório o banco Santander, que se reuniu dias atrás com a direção do grupo. A varejista vê algumas “oportunidades” nas áreas de tecnologia e logística para a redução de custos neste ano. “[O GPA] renegociou serviços de terceiros e também os condensou em contratos únicos (negociados anteriormente como contratos distintos por divisão de negócios)”, escreveram em relatório os analistas João Mamede e Jéssica Bessa. “De acordo com o grupo, sinergias podem ser captadas da integração com a Via Varejo para compensar parcialmente alguns dos aumentos de custos (ou seja, custos com energia)”. Segundo informações prestadas pela empresa, os custos com energia tiveram alta de R$ 100 milhões na operação do GPA Alimentar (supermercados, hipermercados e atacado) este ano, e as ações de revisão de gastos têm como um dos objetivos tentar compensar essa nova pressão nas contas. A equipe do banco esteve na semana passada com a direção de relações com investidores do grupo nos Estados Unidos e no Canadá, onde se reuniu também com investidores institucionais para discutir os resultados da empresa no curto prazo e iniciativas para tentar retomar o crescimento. Ontem, ações preferenciais do GPA fecharam com nova queda, a quarta consecutiva, de 3,4%, cotadas a R$ 73,30 (mais baixa cotação desde 8 de fevereiro de 2012), num mercado com fortes oscilações por causa da crise na Grécia e investidores mais cautelosos com ações do mercado de consumo. O Santander ressalta que o GPA foi questionado diversas vezes pelos investidores sobre o desempenho das vendas do Carrefour no Brasil, que teria ampliado participação no segmento de hipermercados em 2014. O GPA afirmou que está ganhando mercado em relação aos rivais neste ano. Em relação ao Extra, “os resultados iniciais ajudaram o GPA a acelerar novamente o crescimento das vendas atingindo a faixa média de um dígito nas lojas reformadas”, informa o relatório. De janeiro a março, os hipermercados tiveram leve queda de 0,8% nas vendas líquidas e os supermercados da bandeira, recuo de 0,5%. Foram os modelos com piores indicadores de vendas no grupo, mas a retração já foi maior, de 2,6% no quarto trimestre nos hipermercados. O relatório reforça, porém, que os investidores não devem ficar “otimistas” com o avanço da receita, “pois as iniciativas para retomar o crescimento levam tempo para amadurecer”. A varejista afirma que fez 24 reformas na rede Extra ­ 22 hipers e 2 supermercados. O GPA informou ainda que espera alta de 19% nas vendas da Cnova (sites de Casas Bahia, Ponto Frio, Extra e CDiscount) de abril a dezembro, sobre igual período de 2014. A respeito da Via Varejo, os analistas do Santander recomendam que os investidores “mantenham a cautela e busquem empresas mais defensivas em um cenário de quedas acentuadas no consumo privado”, pela exposição da varejista a bens discricionários.

Valor Econômico – SP

Lojas reformadas do Extra retomam expansão

01/07/2015 às 05h00

Por Adriana Mattos | De São Paulo

O Grupo Pão de Açúcar registrou expansão de um dígito nas vendas das lojas da rede de hipermercados Extra que estão sendo reformadas desde abril, no principal projeto de recuperação de resultados promovido pela companhia hoje, informou em relatório o banco Santander, que se reuniu dias atrás com a direção do grupo. A varejista vê algumas “oportunidades” nas áreas de tecnologia e logística para a redução de custos neste ano. “[O GPA] renegociou serviços de terceiros e também os condensou em contratos únicos (negociados anteriormente como contratos distintos por divisão de negócios)”, escreveram em relatório os analistas João Mamede e Jéssica Bessa. “De acordo com o grupo, sinergias podem ser captadas da integração com a Via Varejo para compensar parcialmente alguns dos aumentos de custos (ou seja, custos com energia)”. Segundo informações prestadas pela empresa, os custos com energia tiveram alta de R$ 100 milhões na operação do GPA Alimentar (supermercados, hipermercados e atacado) este ano, e as ações de revisão de gastos têm como um dos objetivos tentar compensar essa nova pressão nas contas. A equipe do banco esteve na semana passada com a direção de relações com investidores do grupo nos Estados Unidos e no Canadá, onde se reuniu também com investidores institucionais para discutir os resultados da empresa no curto prazo e iniciativas para tentar retomar o crescimento. Ontem, ações preferenciais do GPA fecharam com nova queda, a quarta consecutiva, de 3,4%, cotadas a R$ 73,30 (mais baixa cotação desde 8 de fevereiro de 2012), num mercado com fortes oscilações por causa da crise na Grécia e investidores mais cautelosos com ações do mercado de consumo. O Santander ressalta que o GPA foi questionado diversas vezes pelos investidores sobre o desempenho das vendas do Carrefour no Brasil, que teria ampliado participação no segmento de hipermercados em 2014. O GPA afirmou que está ganhando mercado em relação aos rivais neste ano. Em relação ao Extra, “os resultados iniciais ajudaram o GPA a acelerar novamente o crescimento das vendas atingindo a faixa média de um dígito nas lojas reformadas”, informa o relatório. De janeiro a março, os hipermercados tiveram leve queda de 0,8% nas vendas líquidas e os supermercados da bandeira, recuo de 0,5%. Foram os modelos com piores indicadores de vendas no grupo, mas a retração já foi maior, de 2,6% no quarto trimestre nos hipermercados. O relatório reforça, porém, que os investidores não devem ficar “otimistas” com o avanço da receita, “pois as iniciativas para retomar o crescimento levam tempo para amadurecer”. A varejista afirma que fez 24 reformas na rede Extra ­ 22 hipers e 2 supermercados. O GPA informou ainda que espera alta de 19% nas vendas da Cnova (sites de Casas Bahia, Ponto Frio, Extra e CDiscount) de abril a dezembro, sobre igual período de 2014. A respeito da Via Varejo, os analistas do Santander recomendam que os investidores “mantenham a cautela e busquem empresas mais defensivas em um cenário de quedas acentuadas no consumo privado”, pela exposição da varejista a bens discricionários.

Valor Econômico – SP